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segunda-feira, 19 de março de 2018

"Um Muro no Meio do Caminho" de Julieta Monginho

Quando soube que este livro tinha sido escrito na sequência de uma acçāo de voluntariado da autora num campo de refugiados sírios numa ilha grega, Chios, fiquei deveras interessada em lê-lo. Mesmo sabendo que os personagens sāo fictícios, sentimos tanta verdade neles que tomamos como verdadeiras as suas acçōes e comportamentos, as suas vidas passadas e as suas dores. Porque se eles sāo inventados, as suas histórias, porém, refletem as milhares de vidas que procuram na Europa um (re)começo, um novo sentido para as suas vidas destroçadas pela guerra sem sentido que se vive na Síria.

Isto foi o que senti em relaçāo às vidas reais que estāo por detrás destas histórias inventadas por Julieta Monginho.  E em relaçāo à história central posso-vos dizer que ficamos presos ao seu relato. Pela escrita escorreita e directa da autora, pelo ambiente bem descrito, espelhado e vivido por quem se encontra dependente da caridade alheia, num sítio que os prende sem estarem presos, por trazer para bem perto o que só assistimos pela TV. 

Um livro que devem ler se o tema vos interessar. Para refletir e porque nāo agir?

Terminado em 14 de Março de 2018

Estrelas: 5*

Sinopse
Trazem o que lhes restou: um caderno, um brinco, fotografias, a t-shirt do filho que morreu, um bebé a crescer na barriga, o barulho do seu quarto a ruir. Atravessado o mar, ergue-se o obstáculo inesperado: o muro construído pela hostilidade, esquecida dos que sucumbiram sem refúgio em território europeu, há menos de um século. À porta do muro alastram os campos de refugiados - chão de pedras, ratos, tendas fustigadas pelo sol, pela neve, pelas quezílias.
      De todo o mundo acorrem os que ajudam. Levam as mãos para amparar, mimar, oferecer e cozinhar, os olhos para ver e entender.
      As histórias são mais que mil e uma. A de Amina e Omid, os fugitivos, a de Dimitris, o grego cercado pelos seus próprios muros, as de Ann e Saud, Juan e Eleni. Vidas suspensas, à beira do muro, à porta da Europa.

Cris

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