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sábado, 20 de janeiro de 2018

Na minha caixa de correio

  

  

 

 

Dos saldos da wook veio O ladrão Que Estudava Espinosa. Baratinho!
Do Brasil, trazido por uma amiga, Diário de Uma Vegana. Obrigada Lahis!
Da Matéria Prima chegou Ser Feliz Todos os Dias e Risco, Dúvida, Avance.
Os Meninos da Estrela Amarela foi comprado na net em segunda mão.
Sonata em Auschwitz foi ofertado pela Saída de Emergência.
O Que Dizem os Teus Olhos chegou pelas mãos da Porto Editora.
A Criança Eterna comprei. São contos. Um deles da Marcia Balsas, uma amiga.
A Dieta Purificadora foi oferta da Arena.
Marcada para Morrer foi oferecido pelo Clube do Autor.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

"Aqueles Que Merecem Morrer" de Peter Swanson

Começo por dizer-vos que tinha muito boas referências sobre este livro, mesmo muito boas. De pessoas com gostos literários diferentes. Por isso o quis ler mas confesso-vos que achei as primeiras páginas, sobretudo as que dizem respeito à história do encontro/conhecimento da Lilly com Ted, um pouco forçadas e nada verosímeis.

No entanto, depressa deixei-me encantar por estes dois personagens. A contragosto, é certo, porque moralmente nada possuíam que me agradasse. Planear assassínios e cometê-los não é a minha praia (lol) e lutei comigo mesma para não criar uma empatia muito grande com eles. A tentativa revelou-se infrutífera. Mesmo sem querer, o leitor dá por si a torcer para que consigam concretizar os seus objectivos... Isto revela um pouco da escrita do autor: apelativa e viciante.

Para matar um dos personagens principais, com o qual o leitor está, involuntariamente, a sentir-se atraído, é preciso ter coragem. Senti-me um pouco traída pois não queria que isso acontecesse mas, parabenizo o autor pela coragem e, sobretudo, pelo enredo que melhora a cada página virada. 

Os narradores, Lilly e Ted relatam o que vai ser a história deste livro, através dos factos da sua vida pessoal que vão narrando. As vinganças, o pouco valor dado à vida, determinando assim "aqueles que não merecem viver", são temas debatidos pelos dois personagens, que acreditam ter o poder de decisão sobre a vida dos que lhes fazem mal e escolher a sua morte.

Manti-me indecisa, tentando resistir à atracção que os dois personagens me fizeram sentir o livro todo (como referi, sem grande sucesso). A complexidade destes personagens é uma mais valia para este thriller, bem como todos os volte face que constituem o seu enredo. E o final, então... Muito bom!

Assim, se pretendem ler um livro repleto de suspense, em que as surpreendentes reviravoltas são uma constante até ao final, este é a escolha certa!

Terminado em 15 de Janeiro de 2018

Estrelas: 5*

Para saber mais sobre este livro, aceda ao site da Editorial Presença, aqui.

Sinopse
Ted Severson e Lilly Kintner conhecem-se num aeroporto de Londres.
Conversam e bebem demasiados martinis enquanto aguardam pelo embarque num voo para Boston.

Embalados pela bebida, os dois iniciam um estranho e arriscado jogo em que revelam pormenores da sua vida privada.
Ted conta que a mulher, Miranda, o trai, chegando a dizer que tem vontade de a matar.
Para sua surpresa, a enigmática Lilly mostra -se disposta a ajudá-lo.

Se todos nós morremos, que diferença fará punir pelas próprias mãos quem merece ser punido?
Mas Lilly não revela a Ted o seu passado tortuoso e sinistro.

Assim começa uma perigosa e fatal corrida contra o tempo.

Cris

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

"O Homem de Giz" de C.J.Tudor

Quando um livro me prende nas primeiras páginas, fico logo entusiasmada! Quando tem uma pitada de mistério que se prolonga durante a história toda; quando percebo que alguns segredos são revelados mas outros ficam por contar e que há sempre algo que me escapa, então, para mim, o livro merece a minha atenção. Manter o suspense, o interesse contínuo do leitor não é tarefa para todos. 

Trinta anos separam as duas narrativas feitas por Eddie. Na primeira, em 1986, tem apenas 12 anos. O seu carácter começa a ser revelado: é um pouco apagado e, embora pertença a um grupo, é muitas vezes posto em ridículo pelos seus amigos. Tem um segredo que não partilha com ninguém, excepto com o leitor. Na segunda parte, em 2016, Eddie surge-nos como um homem solitário que afoga a sua solidão em garrafas e garrafas de bebida. Poucos amigos, quase todos amigos de infância. O seu segredo torna-se algo compulsivo. 

Contado apenas isto, parece pouco. No entanto, na primeira página desperta-nos para um horrivel assassinato e é ele que vai marcar o ritmo da história. Os homens de giz surgem durante toda a narrativa, pequenos papeis com homens de giz desenhados em várias posições, que têm o poder de assustar quem os recebe. E as mortes sucedem-se, sem que se perceba quem é o seu autor. O que ficou por esclarecer há trinta anos que está a marcar o presente de Eddie e a despoletar mais mortes?

Paralelamente a este ambiente de crime e mortes (horrendas por sinal) algumas frases fazem-nos pensar e obrigaram-me a sublinhá-las no livro. Todas elas são pensamentos de Eddie. Fica aqui um pequeno exemplo: "Todos cometemos erros. Em todos nós coexistem o bem e o mal. Só porque alguém cometeu um acto terrível é justo que isso se sobreponha a todas as coisas boas que fez? Ou haverá coisas tão más que nenhuma boa ação as pode redimir?"

A escrita é escorreita, simples mas apaixonante. Relatados por Eddie, os acontecimentos tornam-se mais próximos do leitor e fá-lo sentir que uma revelação se aproxima mas sem conseguir descortinar o quê. Intenso e arrebatador, este livro torna-se uma delícia para o leitor. Merece ser lido!

No final do dia de ontem tivemos (eu e mais algumas bloguers) o prazer de conhecer a autora. O encontro decorreu num hotel de Lisboa e foi marcado pela exuberância de C.J. Tudor. Simpática, conversadora, explicou-nos como se sente admirada e contente pela aceitação do seu livro pelos leitores, quais os seus hábitos de escrita, como surgiu a ideia de o escrever... Um encontro muito agradável onde ficou a promessa de um novo livro que sairá, talvez, para o ano. Ficam algumas fotos: 

 

 



Terminado em 12 de Janeiro de 2018

Estrelas: 5*

Sinopse
Toda a gente tem segredos...

Tudo aconteceu há trinta anos, e Eddie convenceu-se de que o passado tinha ficado para trás. Até ao dia em que recebeu uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e o desenho de uma figura em traços rígidos. À medida que a história se vai repetindo, Eddie vai percebendo que o jogo nunca terminou.

Um mistério em torno de um jogo de infância que enveredou por um caminho perigoso.

Um livro diferente dentro do género thriller, uma vez que combina o psicológico com um toque de Stephen King e umas pinceladas de Irvine Welsh.

Cris

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Para os Mais Pequeninos: "Duda, o Leão Que Tinha Medo"

Hoje trago-vos aqui mais um livro infantil que me chegou às mãos pela Porto Editora. Cada vez aprecio mais livros que tenham um conteúdo didático - para os filhos e para os pais!

Este fala-nos sobre o medo que muitas vezes domina a vida dos mais pequeninos. Ter medo é natural e, quase sempre, desaparece com o crescimento (como é explicado pela autora, psicóloga clínica com especialidade em bebés) mas se os pais souberem como desmontá-lo e desmistificá-lo sairão os dois a ganhar, a criança e os pais.

Com uma história simples e de fácil entendimento, os mais pequeninos ficarão, certamente, presos ao leãozinho que tem medo de perder a mãe... Os pais, no final do livro, possuem dicas importantes para poderem enfrentar os medos que povoam o universo infantil.

Ora vejam algumas imagens:





Cris

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

"Limões na Madrugada" de Carla M. Soares

Comecei a ler as primeiras páginas e tive de voltar a relê-las porque a minha atenção estava "em Marte". Não sei porque tal me acontece mas é uma das razões que me afasta dos contos. O começo para mim não é fácil. Sou distraída e tenho sempre os pensamentos a mil...

Mas os capitulos curtos, a escrita bonita e cuidada sem ser rebuscada em excesso, o vai-vem constante entre momentos temporais diferentes intercalados entre Portugal e Argentina, transmitem ao leitor um ritmo de leitura muito próprio, que me fez sentir em "casa". Sem nada conhecer da história, porque às vezes nem a sinopse quero ler, nem tão pouco conseguir adivinhá-la, senti-a minha.

A protagonista da história é também, a narradora, o que aproxima o leitor quando lê o que ela conta, a sua história. É uma personagem bastante completa, com as suas contradicões e os seus medos mas com uma garra muito forte que a impele a vencer as suas próprias barreias. Uma personagem muito "humana", parecida, certamente, com alguém que conhecemos e que nos é próximo. Esta caracterização, que achei perfeita, confere a Adriana um papel central neste relato e é através dela e por ela que a história ganha vida e contornos muito verdadeiros e reais, verosímeis.

As passagens no tempo fazem-se com suavidade, não agredindo quem lê, mesmo que se mude do passado para o presente em menos de nada. O mesmo acontece com as mudanças de espaço (por sinal com descrições muito atentas) durante a narrativa: viajamos do Porto para Buenos Aires para ir descobrindo, aos poucos, a história de uma família, cuja última descendente deseja e, ao mesmo tempo, não deseja conhecer...

Uma família que me deu um gosto imenso conhecer, sobretudo ao espreitar os seus segredos, com histórias de uma época onde as pseudo-loucuras e as fragilidades humanas necessitavam de ser abafadas. Quem não gosta de "deitar um olho" para dentro de uma "casa"?

Tenho mais livros da Carla na estante por ler. Preciso de resolver isso...

Terminado em 7 de Janeiro de 2018

Estrelas: 5*

Sinopse
Ansiosa por regressar à Argentina, mas presa a Portugal, distante do homem que ama e da mulher com quem vive, Adriana está perante um dilema universal e intemporal: manter-se comodamente na ignorância ou desvendar o passado da família, como se de um caso policial se tratasse, enfrentando assim aquilo de que andou a fugir toda a vida, por mais doloroso que seja. 

Num jogo magistralmente imaginado pela autora, entre a vida atual de Adriana e os ecos do Portugal antigo, machista e violento dos seus pais e avós, esta história, de uma família e dois continentes, é uma viagem entre o presente e o passado, uma ponte sobre o fosso cultural que separa as gerações, um tratado sobre tudo aquilo que a família pode fazer à vida de um só indivíduo.


Entre a sombra e a luz, deixando que por vezes os silêncios falem mais alto do que as palavras, Limões na Madrugada é um romance sobre o amor incomum, o poder da família e a necessidade da coragem.

Cris

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Resultado do Passatempo Editorial Presença: "Conclave"

Antes de mais, quero agradecer à Editorial Presença pela oferta deste livro (mais informações aqui) e também pela prontidão com que, habitualmente, fazem chegar aos vencedores as ofertas que disponibilizam.

E sem demoras anuncio o vencedor que foi escolhido aleatoriamente (Random.org) de entre as 437 participações válidas:

Nº 298 - Fernando de Sousa Pereira (de Ribeirão). 

Muitos parabéns! Espero que gostes desta leitura! A editora vai enviar-te o livro muito em breve.

Para os restantes participantes fica o alerta: não se esqueçam que está a decorrer até dia 18 deste mês o Passatempo de Natal do blogue e que a sorte ainda pode estar no vosso caminho...

Cris

sábado, 13 de janeiro de 2018

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A Escolha do Jorge: "Três Filhas de sua Mãe"


“As minhas três filhas são o meu bordel.” 
(p. 148)

“Três Filhas de sua Mãe” de Pierre Félix Louÿs (1870-1925) encontra-se publicado na colecção Eróticos da Guerra e Paz e mostra-se como uma pedrada no charco face à imensidão de livros publicados nos últimos anos, muito na sequência da edição de “As Sombras de Grey” e afins. Escrito em 1910, mas publicado somente, em 1926, após a morte do escritor e de modo clandestino, “Três Filhas de sua Mãe” derruba todos os muros da moralidade e valores de tradição judaico-cristã. Tudo aquilo que é comummente associado a comportamentos desviantes no que concerne à sexualidade, ganham impacto nesta obra que, mais de um século após ter sido escrito, é necessário ter estômago e cabeça para assumir as descrições pormenorizadas como sendo normais. “Sou muito católica. Sou quase devota. Um pároco disse-me que era o maior pecado que eu podia fazer. Desde que sei isso, faço-o todos os dias.” (p. 147)
      Pierre Félix Louÿs apresenta-nos uma obra em que não existem quaisquer limites na experiência sexual vivida, na medida em que a mulher é colocada no centro das atenções, sendo apresentada como emancipada, mas ao mesmo tempo libertina, porque precisa satisfazer os seus desejos mais primitivos, explorando ao máximo as potencialidades do seu corpo na busca do prazer, utilizando o homem como um mero instrumento para satisfação dos seus desejos. É a mulher quem controla o
acto sexual. É ela quem domina e quem dirige. É a mulher quem toma as rédeas e que decide o que fazer com o órgão sexual masculino para a satisfação dos seus desejos mais íntimos e, quiçá, mais pérfidos, por puro deleite, para a obtenção de um prazer que se pretende que seja cada vez maior.
      O narrador, um jovem de vinte anos, tornou-se um frequentador do bordel de Teresa, uma mulher na casa dos trinta anos, que iniciou as suas três filhas na prostituição, muito precocemente. Charlotte tem 20 anos, Mauricette, 14 anos e Lilly, apenas 10. O narrador, ainda que muito jovem, e percebendo-se um claro conhecedor dos prazeres do sexo e dos corpos das mulheres, é com frequência que pasma, quase enlouquecendo com as descrições da vida sexual das mulheres deste bordel familiar e das experiências a que se submeteu ao ponto de vivenciar sensações totalmente novas e não menos intensas.
      “Não pude ouvir mais. Estava moralmente esgotado. A minha fadiga física ultrapassou mesmo todas as medidas. Sem dúvida, depois de uma longa espera que eu acabava de suportar, e durante dois minutos, fiquei sozinho na cama, sem movimento e sem pensamento.” (p. 148)
      O bordel de Teresa cumpre desta forma duas funções: satisfazer os homens que buscam o prazer nos corpos das mulheres que não as suas esposas e onde nenhum dos intervenientes está sujeito à moral cristã; e também, a gradual emancipação da mulher através da vivência em pleno da sua sexualidade.
      Pierre Félix Louÿs em “Três Filhas de sua Mãe” apresenta-se como uma obra revolucionária e subversiva, mesmo para os nossos dias, na medida em que, derrubados os muros da moralidade, a perversão e a libertinagem assumem-se como a regra, a liberdade e libertação sexuais em si mesmas.
Assim, “Três Filhas de sua Mãe” apresenta todo um menu salteado de experiências sexuais, no entanto, alguns dos pratos serão certamente de difícil digestão, como a sodomia, safismo, escatologia, incesto, pedofilia e bestialidade. “Pensas que o que nos enoja são as coisas que fazemos; não, são os homens.” (p. 78)
      Com uma linguagem clara, objectiva e toda ela a chamar as coisas pelos nomes, com tudo muito explicadinho para que não restem dúvidas, a par de cenas hilariantes, “Três Filhas de sua Mãe” é uma obra marcante no que concerne à literatura erótica e que agora foi recuperado passado um século após ter sido escrito.
      E em jeito de apaziguamento e acalmia, “Três Filhas de sua Mãe” termina com o seguinte trecho: “E, com efeito, nada é mais comum do que ver três irmãs renderem-se na mesma cama e tomar à vez o mesmo homem por amante. Isto é formalmente condenado pelos antigos mestres da teologia moral, mas as mães já não metem nas mãos das suas filhas bons livros nos quais se imprime: «Não vá para a cama com o amante da sua irmã, cometeria um incesto.» As meninas têm sempre desculpas.” (p. 251)

Texto da autoria de Jorge Navarro

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Passatempo Presença: "Conclave" de Robert Harris

Ainda a decorrer o passatempo de Natal, e já O Tempo Entre os Meus Livros, em parceria com a Editorial Presença, tem para oferecer aos seus seguidores um exemplar do novo livro de Robert Harris, Conclave (pode consultar detalhes sobre o livro aqui).

Para concorrer basta responder acertadamente à pergunta:

Qual o acontecimento que faz juntar 118 cardeais na Capela Sistina?

Devem enviar um mail para otempoentreosmeuslivros@gmail.com, indicando:

Assunto: Passatempo Presença
Conteúdo: 1) a resposta à pergunta,
                  2) nome, morada e nick de seguidor do blogue

O passatempo decorre entre o dia 8 e o dia 14 de Janeiro.

Caso desejem que a vossa participação conte a dobrar devem comentar este post na página do Facebook do blogue, indicando três amigos.

BOA SORTE !

Cris

domingo, 7 de janeiro de 2018

"Reino de Feras" de Gin Phillips

Completamente vertiginoso! Com um ritmo alucinante, este livro foi o primeiro que me fez desejar constantemente saltar frases, parágrafos, folhas até, para poder saber um pouco do que se passava mais à frente e poder, finalmente, sossegar a curiosidade. Obriguei-me a manter o olhar centrado na linha onde lia e isso custou-me verdadeiramente. O meu desejo era chegar ao fim rápido, rápido. Viciante esta leitura.

A história é simples. Uns atiradores entram no Zoo e atiram a matar a quem mexe. Difícil é mesmo fazer com que o fácil seja vertiginoso, com que a acção não perca intensidade e o ritmo se processe num crescendo... E isso acontece aqui.

Joan costuma ir com frequência ao Zoo com Lincoln, seu filho de apenas quatro anos. Mas o que costumam ser momentos de prazer, ternura e descoberta, acabam rapidamente em momentos de verdadeiro terror onde os sentidos de Joan precisam de estar alerta e conjugados uns com os outros para poder sobreviver. Depois de ouvir barulhos surdos e secos, que verificou serem tiros, já nada naquele dia seria igual. 

Sem querer contar-vos mais para que nāo percam o interesse, digo-vos que comecei 2018 em GRANDE. Recomendadíssimo, sobretudo para quem gosta de emoçōes fortes!  É mesmo adrenalina pura!

Terminado em 4 de Janeiro de 2017

Estrelas: 6*

Sinopse
Até onde vai uma mãe para proteger o seu filho? Joan e o filho de quatro anos, Lincoln, estão quase a dar por terminado o seu passeio habitual no Jardim Zoológico da cidade. Quando se preparam para sair, Joan começa a ouvir aquilo que julga ser balões a rebentar ou fogo-de-artifício. É só quando se está a aproximar do portão do Jardim que percebe a horrível verdade: vê primeiros os corpos pelo chão e depois um homem de costas para ela, de arma na mão. Joan pega no filho ao colo e corre como nunca correu, esperando apenas que o homem no os tenha visto. Este livro, cuja acção se concentra em muito poucas horas, narra em detalhe a luta desesperada de uma mãe pela sobrevivência do filho, ao mesmo tempo que se debruça sobre os meandros do forte e íntimo laço entre mãe e filho e explora os limites do feroz amor de uma mãe.

Cris

sábado, 6 de janeiro de 2018

Na minha caixa de correio

  

  

  

 
Oferta da Editorial Presença: Conclave. Novidade fresquinha para os seguidores do blogue na segunda feira...
Oferta da Planeta: O Silêncio.
Tirando os dois livros de Irène Nemirovsky que já cá tinha em casa mas não estavam na minha lista e O do Rodrigues Guedes de Carvalho que comprei num alfarrabista, os restantes foram comprados nos saldos da Fnac online.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

"A Rapariga do Casaco Azul" de Monica Hesse

Este livro tem um pouco de tudo aquilo que gosto numa leitura. É uma sensaçāo boa, muito boa, quando se fecha um livro e estamos cheios, repletos de letras, histórias, enredos complexos, onde a surpresa tem lugar marcado e, ainda por cima, se baseia em acontecimentos verídicos. Embora os personagens sejam ficcionados, eles sāo verosímeis. Poderiam ter existido, bem como a história narrada. 

O cenário passa-se em Amesterdāo (uma cidade que visitei há pouco e que adorei) quase no final da II Guerra. Nāo foi difícil visualizar-me nas ruas de entāo, nos becos e ruelas ladeados de canais. Já imaginar o cenário de guerra nāo foi tāo fácil, ou melhor, tāo praseiroso. O medo das denúncias, as senhas de racionamento, o recolher obrigatório, as razias ou buscas efetuadas pelas tropas nazis à procura de judeus, as bravas acçōes da Resistência, os esconderijos, o olhar indiferente de quem apenas quer sobreviver e se esquece dos outros...

A história é-nos relatada por Hanneke, uma jovem holandesa, loira qb para poder passar despercebida, com todos os documentos "em ordem". A sua única vontada é sobreviver e é o ganha pāo da sua família. O contrabando de alimentos é algo que faz com ligeireza e aprendeu muito bem a desviar a atençāo dos guardas de modo a nāo ter qualquer dissabor. Esta aparente tranquilidade vai ser posta em causa e o enredo entra num ritmo vertiginoso que muito me agradou.

Regado com enigmas que conferam ao ritmo da acçāo uma velocidade própria, este livro deixa-se ler numa pernada pois nāo temos vontade de o largar. A dada altura, suspeitei e desvendei um dos mistérios, o que me fez pensar numa forma alternativa para reescrever a história sem nada deixar transparecer... Mesmo assim, ainda havia muito que ler e descobrir nas restantes páginas que me faltavam ler.

Gostei muito. Recomendo.

Terminado em 31 de Dezembro de 2017

Estrelas: 6*

Sinopse
Amesterdão, 1943. Enquanto a Europa é engolida pelo véu nazi, Hanneke percorre diariamente as ruas da cidade. Com apenas 18 anos, ela consegue arranjar os bens raros que as pessoas procuram no mercado negro: chocolate, café, tecidos? Pequenos pedaços de normalidade, preciosos em tempos de conflito. E Hanneke fá-lo apenas por dinheiro! Não há espaço para bondade num mundo devastado por uma guerra que lhe roubou a vida e os sonhos.
      Até ao dia em que uma das clientes de Hanneke lhe faz um pedido tão perigoso quanto desafiante: que encontre a pequena Mirjam, uma rapariga judia que a senhora mantinha escondida em casa. A única pista que Hanneke tem é que, no dia em que desapareceu, Mirjam vestia um casaco azul.
      Contrariando o seu instinto, Hanneke decide procurar a rapariga. O que ela não sabe é que, ao procurar a pequena Mirjam, vai reencontrar uma parte de si mesma, aquela que Hanneke pensava ter sido completamente destruída com o som das primeiras bombas.

Cris

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A Escolha do Jorge: Escritores de Língua Portuguesa – as escolhas de 2017

1. 
“As Pessoas do Drama”
H. G. Cancela
(Relógio d’Água)



2. 
“Pequenos Delírios Domésticos”
Ana Margarida de Carvalho
(Relógio d’Água)



3. 
“Quando as Girafas Baixam o Pescoço”
Sandro William Junqueira
(Caminho)



Os restantes títulos apresentam-se por ordem alfabética

“Avenida do Príncipe Perfeito”
Filomena Marona Beja
(Parsifal)



“A Avó e a Neve Russa”
João Reis
(Elsinore)



“Cuidado com os Rapazes”
Alface
(Maldoror)



“Nossos Ossos”
Marcelino Freire
(Nova Delphi)



“Teatro Vertical”
Manuel Alberto Vieira
(Snob)



“Uma Faca nos Dentes”
António José Forte
(Antígona)



“Viagem à União Soviética”
Urbano Tavares Rodrigues
(Cavalo de Ferro)