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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Apresentaçāo do livro "Receitas com Paixāo" de Márcia Gonçalves

Ontem, no final da tarde, fui conhecer e ver a Márcia na apresentaçāo do seu livro e provar duas das suas saborosas receitas: um humus de pimento vermelho e um trifle de morangos e chocolate (que, por sinal, estavam maravilhosos!).

Simpática, conversadora, a Márcia foi perdendo o nervosismo que estas coisas trazem sempre e, a meio, ficámos todos com a certeza que, se pudessemos, passaríamos mais algumas horas a ouvi-la...

Se nāo conhecem o seu blogue (Compassionate Cuisine) passem por lá porque é um sítio de aprendizagem onde nos sentimos em casa!

Como sabem, o blogue tem um passatempo a decorrer até dia 6 de Fevereiro porque ganhei o seu livro num passatempo no seu instagram e ofereço o exemplar que já possuia. Aproveitei e levei-o comigo para que ela o autografasse. Podem concorrer aqui, caso ainda nāo o tenham feito.

Ficam aqui algumas imagens da apresentaçāo! Ora vejam:



 

 



Cris

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

A Convidada escolhe: "Os Despojos do Dia"

Os Despojos do Dia, Kazuo Ishiguro, 1989

“Os Despojos do Dia”, mais conhecido pela versão cinematográfica interpretada pelo grande Anthony Hopkins e pela grande Emma Thompson, é o primeiro livro que li do escritor britânico Kazuo Ishiguro, autor premiado com o Prémio Nobel da Literatura em 2017. Embora tenha adjectivado os dois actores como grandes, por os conhecer de grandes desempenhos e interpretações em vários filmes, no entanto, não vi este filme e apenas repito apreciações positivas de amigos e amigas que os viram a desempenhar os papéis de Mr. Stevens e de Miss Kenton, uma antiga governanta da casa onde o primeiro era mordomo.
      Mr. Stevens, o narrador, é o mordomo de uma casa senhorial e responsável pelo pessoal. O actual patrão – Mr. Farraday – faz-lhe uma proposta, para ele impensável e irrealista, de lhe emprestar o seu Ford e aproveitar para percorrer o país, enquanto ele estiver ausente nos Estados Unidos para tratar de assuntos pessoais. A ideia fica-lhe a magicar e acaba por aceitá-la, percebendo-se desde o princípio que o seu destino será a região de Devon/Cornualha, local para onde foi viver Miss Kenton há vinte anos quando se casou.
      O narrador dirige-se ao leitor/a conduzindo-o/a na narrativa. Escolhe fazer essa viagem seguindo os caminhos secundários e não as estradas principais o que lhe permite fazer paragens e encontrar pessoas invulgares e paisagens únicas, mas, sobretudo, aquela é uma viagem interior, uma reflexão pelas memórias da vida, da sua profissão e das escolhas que fez. Quando uma vida é exclusivamente pautada por conceitos como lealdade, serviço, sentido do dever, dignidade ou honra, em que nunca se fez escolhas próprias porque se depositou a vida e o destino nas mãos de alguém (neste caso um patrão) e em que os sentimentos e as emoções são reprimidos, apagados ou secundarizados, possivelmente ficar-se-á cego e impossibilitado de seguir outro caminho. Com efeito, ele nunca consegue cortar com o passado e a reflexão que faz sobre o antigo patrão – Lord Darlington – “os seus esforços foram errados, ou mesmo tolos”, ou que a sua vida e trabalho foram “um lamentável desperdício”, Mr. Stevens não consegue fazê-la para si próprio.
      Percebe-se que Mr. Stevens quer reencontrar Miss Kenton, actualmente Mrs. Benn por casamento, remediar algo do passado que ficou por encerrar, mas toda a subtileza da escrita e a consistência da personagem e da sua personalidade permitem-nos antever o desfecho daquela viagem.
      “Os Despojos do Dia” é um livro maravilhoso. Algumas descrições fizeram-me lembrar “Contos Sublimes” de Hermann Hesse ou “As Velas ardem até ao Fim” de Sándor Márai. Gostei da forma como as personagens – sobretudo o mordomo Stevens – nos são apresentadas com grande subtileza, como a narrativa está repleta de nuances, nos vai desvendando pormenores decisivos e há uma espécie de filtro que faz desta obra um romance de grande qualidade. Grande trabalho de Fernanda Pinto Rodrigues, tradutora falecida em 2013, com uma vida dedicada à tradução de grandes nomes da literatura anglo-saxónica e que foi galardoada em 1995 com o Grande Prémio de Tradução.

18 de Janeiro de 2018
Almerinda Bento

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

"Conclave" de Robert Harris

Por onde começar esta opiniāo? 

Como o título sugere (e também a capa) a história deste livro é passada nos meandros do Vaticano, aquando da votaçāo para eleger um novo papa. Se é um tema que me interessa? NĀO. Se estava receptiva a esta leitura? NEM POR ISSO. Se achava que ia ser chato? SIM. E se foram estas as minhas respostas porque aceitei ler este livro quando a editora mo propôs? PELO DESAFIO. Já tenho aqui dito, muitas vezes, que gosto de variar no género literário, de ler coisas diferentes. É um pouco como estou perante a vida. Os meus interesses, os meus hobbies possuem setas para várias direcçōes e vou saltitando de uma coisa para outra sempre que arranjo um pedacinho de tempo "entre os meus livros". 

E posto isto arranquei para esta leitura. Nada aconteceu nas primeiras 50 páginas que me fizesse mudar de opinião. Constatei, de facto, que o autor escreve bem e domina os meandros desse mundo desconhecido, tanto quanto à terminologia como quanto aos procedimentos e regras daquilo que se passará num conclave (vejam aqui o que pesquisei na Wikipédia). 

Mas o bichinho da intriga, contada magistralmente pelo autor, tomou conta de mim e, a meio, já dizia a uma amiga que estava a gostar. Foi fácil imaginar-me no meio daqueles 118 "homens de Deus" e achar difícil a escolha: Quem de entre eles mereceria esse cargo? Quem de entre eles nāo fora sugado pelo pecado da cobiça, da corrupçāo, da intriga, do desejo de poder? Sim, estava a gostar. Sim, o livro merecia, o quê? 4 estrelas?

E nāo, nāo estava à espera da reviravolta final! Os sinais estavam lá. Mas passaram-me despercebidos. Surpreendente a forma como o autor conseguiu imprimir nas últimas páginas uma força tal que toda a leitura fez sentido e como conseguiu transformar um thriller bom num thriller muito bom! 5 estrelas, sem dúvida.

Voltei atrás. Reli e confirmei: só uma mente genial pensaria num final assim. 

Para saber mais sobre este livro aceda ao site da Editorial Presença aqui.

Terminado em 27 de Janeiro de 2018

Estrelas: 5*

Sinopse 
O Papa morreu.

Por detrás das portas trancadas da Capela Sistina, cento e dezoito cardeais vindos de todo o planeta preparam-se para votar na eleição mais secreta do mundo.

São homens santos. Mas têm ambições. E têm rivais.


Ao fim das próximas setenta e duas horas, um deles tornar-se-á a figura espiritual mais poderosa da Terra.

Cris

domingo, 28 de janeiro de 2018

Passatempo Temas e Debates

Anuncio hoje mais um passatempo para os seguidores do blogue! Com a colaboraçāo da editora Temas e Debates temos para oferecer um exemplar deste livro de Rolf Dobelli, A Arte da Boa Vida.

Basta enviarem um e-mail para otempoentreosmeuslivros@gmail.com respondendo a esta questāo:

- que outro livro deste autor foi publicado por esta editora?

Nāo se esqueçam de mencionar o vosso nome, morada e nick do seguidor do blogue!

Só é permitida uma participaçāo por pessoa/residência.

O passatempo é válido até dia 11 de Fevereiro!

Boa sorte!

Cris

sábado, 27 de janeiro de 2018

Na minha caixa de correio

  

  

 
Ofertas:
A Arte da Boa Vida - Editora Temas e Debates
Confissāo de Um Assassino - Cavalo de Ferro
A Amazona Portuguesa - Saída de Emergência

Dos passatempos do JN:
A Montanha Entre Nós, Comer Sem Birras, O Navio do Destino, Eu,Yalom

Comprados:
Cozinhados em Mindfulness de Natália Rodrigues, professora do IMP.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Novidade Bertrand



Ficaram curiosos? Eu estou :)

Cris

A Convidada escolhe: Avenida do Príncipe Perfeito

Avenida do Príncipe Perfeito, Filomena Marona Beja, 2017

É excelente descobrir um/a novo/a escritor/a e ficar deslumbrado com a sua escrita.
      Foi o que me aconteceu com este livro de Filomena Marona Beja, que li num ápice.
      Uma escrita muito bem articulada, cheia de vida, que prende desde o início. Um puzzle de peças miúdas, mas que se encaixam perfeitamente.
      A história das casas, das pessoas que as projectam, que as sonham, que lá vivem, a par da história dos países. O sobe e desce. Os impérios que se desfazem. As vidas que se desfazem. O paralelo das desgraças individuais e colectivas nas suas diferentes dimensões, tudo muito bem entrelaçado numa narrativa fluida e extremamente bem contada.
      Passa-se em Portugal e na cidade de Lisboa na década de 80. Depois dos anos da revolução, os primeiros sinais da “crise”, a presença do FMI, a que se segue a época da “retoma” e depois os anos dos fundos aquando da entrada de Portugal na CEE. Os novos-ricos, os patos-bravos cultivam as aparências, rejubilam com o dinheiro fácil, aspiram a um “progresso” que para eles é sinónimo de betão, consumo desenfreado e estilo de vida insustentável. A década seguinte assistiu à transformação da parte oriental da cidade com o grande evento que foi a Expo 98, precursor da explosão posterior no turismo que hoje estamos a viver.
      Mas enquanto as personagens em “Avenida do Príncipe Perfeito” trabalham, vivem as suas vidas, fazem os seus negócios, desfrutam da paz e da luz perfeita da cidade, Cristóvão traz para o dia-a-dia as notícias dos jornais, do que se passa no mundo, onde a guerra se insinua todos os dias e os negócios das armas estão em alta. O Irão e o Iraque, os americanos e Ronald Reagan, os ayatolas, os russos e o Afeganistão, o ópio, os negócios sujos do tráfico de armas, o ataque às Torres Gémeas e o Mal personificado em Osama Bin Laden e em Sadam Hussein, o encontro das Lajes onde Bush, Aznár, Blair e Durão Barroso se juntam para destapar uma caixa de Pandora cujos efeitos continuamos a viver… Milhares de mortos, instabilidade permanente, terror, destruição do património cultural da Humanidade (Museu Nacional de Bagdade)…
      Depois de ter tido uma carreira profissional sólida e bem remunerada como engenheiro, fruto de trabalho e sacrifício, a vida, as escolhas que fez ou as prisões de que não se conseguiu libertar - Alexandre (Xandre) (Alex) - entrou em declínio e viveu a realidade de estar na fila do desemprego, de receber o rendimento mínimo, de ir mendigar umas bolachas ou umas peças de fruta aos Voluntários da Noite, de perder a casa. “Foi a primeira vez que se viu daquele lado da esmola”.
      Casos como o de Alexandre Matias foram tratados em peças jornalísticas bem recentemente, aquando  da intervenção da troika. Hoje já sem a troika por cá, o convite ao consumo fácil – carros, carros e mais carros – chega à náusea nos intervalos publicitários.
      Não sendo panfletário, este romance tem, no entanto, uma marca política muito importante e forte que muito me agradou. Este não vai ser certamente o único livro que lerei de Filomena Marona Beja.

Almerinda Bento
22 de Janeiro 2018

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Novidade Círculo de Leitores

A Arte da Boa Vida
de Rolf Dobelli

Chegou hoje esta novidade. Fiquei curiosa! Quem nāo deseja uma boa vida? Acredito sinceramente que haja realmente uma arte para se viver uma vida boa...
Depois conto-vos!
Passatempo em breve, estejam atentos!

Cris

Sinopse
Como devemos viver? O que faz uma vida boa? Que papel desempenha o destino? Será melhor aspirar à felicidade ou esquivar-se à infelicidade? Muitos fazem estas perguntas, mas não encontram resposta. Muitos procuram um caminho para uma boa vida. Mas tal não existe. O mundo é demasiado complicado. Existem muitos caminhos surpreendentes para a felicidade. Rolf Dobelli, cujos livros seduzem milhões de leitores, mostra-nos os 52 melhores caminhos: há modelos que nos podem ajudar a ver o mundo de uma maneira nova e a compreendê-lo. São mais importantes do que o dinheiro, os relacionamentos e a inteligência. Descubra o seu caminho pessoal para a felicidade!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Passatempo Arte Plural: "Receitas Com Paixão"

Ganhei este livro num passatempo da Márcia (Compassionate Cuisine Blog) no Instagram. Já tinha o livro, oferta da editora Arte Plural e, por isso, aqui estou para sortear o que possuo em duplicado. Receitinhas saudáveis e muito gostosas!

Para concorrerem só precisam de ser seguidores do blogue e enviar um mail para otempoentreosmeuslivros@gmail.com completando a frase: Gostava de receber este livro porque...

Não se esqueçam de colocar o vosso nome, morada e o nick de seguidor do blogue! Só é permitida uma participação por pessoa/residência.

O passatempo decorre até ao dia 6 de Fevereiro!

Boa sorte!

Cris

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

"A Educação de Eleanor" de Gail Honeyman

Recomendaram-me esta leitura. Duas amigas livrólicas cujos gostos literários respeito e com os quais me identifico. Achei, pois, que ia gostar. Não supûs, no entanto, que chegasse ao final do livro e que sentisse verdadeiramente que ele vai ficar marcado em mim. 

As primeiras páginas são ligeiras. Possuidoras de um humor subtil, muito sui generis, sobretudo no que diz respeito à caracterização da personagem principal, Eleanor Oliphant. É uma personagem que, pela sua excentricidade, nos faz sorrir amiúde. Eleanor é uma pessoa socialmente inadaptada, com comentários em relação às coisas que a rodeiam e às pessoas, muito desajustados. Esta peculiaridade faz rir o leitor pelo humor muito especial contido nas suas observações.

E no entanto são tantos os temas tratados nestas páginas com sabedoria e subtileza! A solidão imposta por quem sofreu um trauma infantil brutal, o medo de recordar, o medo de avançar pela vida carregando genes e uma herança indesejada e assim, passá-los aos descendentes! A alteração na vida de Eleanor quando decide mudar, embora o motivo da mudança se revele pouco válido. A desilusão mas também a alteração nos aspectos diários de sua vida.

Parece-nos, a meio desta leitura, que sabemos mais do que a personagem principal. Sabemos o que lhe aconteceu, deduzimos qual o trauma que carrega dentro de si e achamos que o nosso papel nesta história é esperar pacientemente que Eleanor descubra o seu passado, num processo de cura que desejamos rápido. Ah! Como estamos enganados! Ah! Como me soube bem perceber que afinal há sempre mais a descobrir!

Se eu fosse escritora gostaria de ter escrito este livro. E, sabendo que é o primeiro livro desta autora, mais agradada fico. Há elogio maior? Leiam-no, pf. Esta obra merece-o e vocês sairão mais enriquecidos, de certeza!

Terminado em 21 de Janeiro de 2018

Estrelas: 6*

Sinopse
Eleanor Oliphant tem uma vida perfeitamente normal - ou assim quer acreditar. É uma mulher algo excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe.

Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond - o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras - e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua.

A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o coração. 

Cris

domingo, 21 de janeiro de 2018

RESULTADO do Passatempo de Natal 2017 / Penguin Random House

O blogue agradece à Penguin Random House a oferta dos livros para este passatempo. Das 512 participações, foram seleccionados os seguintes vencedores:


Mário Martins
de Lisboa


Francisco Freitas
de Lisboa


Regina Filipe
das Caldas da Rainha


Liliana Carvalho
de Leiria


RESULTADO do Passatempo de Natal 2017 / Presença

O blogue agradece à Editorial Presença a oferta dos livros para este passatempo (pack duplo). Das 512 participações, foi seleccionado o seguinte vencedor:

 

Luana Santos
da Moita


RESULTADO do Passatempo de Natal 2017 / Marcador

O blogue agradece à Marcador a oferta do livro para este passatempo. Das 512 participações, foi seleccionado o seguinte vencedor:


Ana Seco
da Caparica

RESULTADO do Passatempo de Natal 2017 / Planeta

O blogue agradece à Planeta a oferta dos livros para este passatempo. Das 512 participações, foram seleccionados os seguintes vencedores:


Catarina Miranda
de Esgueira


Margarida Pombo
de Lisboa

RESULTADO do Passatempo de Natal 2017 / Bizâncio

O blogue agradece à Bizâncio a oferta dos livros para este passatempo. Das 512 participações, foram seleccionados os seguintes vencedores:


Diana Sampaio
de Vila Nova de Famalicão


Sónia Dias
de Nogueira-Maia


RESULTADO do Passatempo de Natal 2017 / Saída de Emergência

O blogue agradece à Saída de Emergência a oferta do livro para este passatempo. Das 512 participações, foi seleccionado o seguinte vencedor:


 Maria Lúcia Brandão
de Esmoriz


RESULTADO do Passatempo de Natal 2017 / Clube do Autor

O blogue agradece ao Clube do Autor a oferta dos livros para este passatempo. Das 512 participações, foram seleccionados os seguintes vencedores:


Joaquim Domingues
de Lisboa

Stela Silva
da Covilhã

Sandra Couto
de Ribeirão

RESULTADO do Passatempo de Natal 2017 / Porto Editora

O blogue agradece à Porto Editora a oferta dos livros para este passatempo. Das 512 participações, foram seleccionados os seguintes vencedores:


Ana Ferreira
do Cacém


Emília Vieira
do Carregado

sábado, 20 de janeiro de 2018

Na minha caixa de correio

  

  

 

 

Dos saldos da wook veio O ladrão Que Estudava Espinosa. Baratinho!
Do Brasil, trazido por uma amiga, Diário de Uma Vegana. Obrigada Lahis!
Da Matéria Prima chegou Ser Feliz Todos os Dias e Risco, Dúvida, Avance.
Os Meninos da Estrela Amarela foi comprado na net em segunda mão.
Sonata em Auschwitz foi ofertado pela Saída de Emergência.
O Que Dizem os Teus Olhos chegou pelas mãos da Porto Editora.
A Criança Eterna comprei. São contos. Um deles da Marcia Balsas, uma amiga.
A Dieta Purificadora foi oferta da Arena.
Marcada para Morrer foi oferecido pelo Clube do Autor.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

"Aqueles Que Merecem Morrer" de Peter Swanson

Começo por dizer-vos que tinha muito boas referências sobre este livro, mesmo muito boas. De pessoas com gostos literários diferentes. Por isso o quis ler mas confesso-vos que achei as primeiras páginas, sobretudo as que dizem respeito à história do encontro/conhecimento da Lilly com Ted, um pouco forçadas e nada verosímeis.

No entanto, depressa deixei-me encantar por estes dois personagens. A contragosto, é certo, porque moralmente nada possuíam que me agradasse. Planear assassínios e cometê-los não é a minha praia (lol) e lutei comigo mesma para não criar uma empatia muito grande com eles. A tentativa revelou-se infrutífera. Mesmo sem querer, o leitor dá por si a torcer para que consigam concretizar os seus objectivos... Isto revela um pouco da escrita do autor: apelativa e viciante.

Para matar um dos personagens principais, com o qual o leitor está, involuntariamente, a sentir-se atraído, é preciso ter coragem. Senti-me um pouco traída pois não queria que isso acontecesse mas, parabenizo o autor pela coragem e, sobretudo, pelo enredo que melhora a cada página virada. 

Os narradores, Lilly e Ted relatam o que vai ser a história deste livro, através dos factos da sua vida pessoal que vão narrando. As vinganças, o pouco valor dado à vida, determinando assim "aqueles que não merecem viver", são temas debatidos pelos dois personagens, que acreditam ter o poder de decisão sobre a vida dos que lhes fazem mal e escolher a sua morte.

Manti-me indecisa, tentando resistir à atracção que os dois personagens me fizeram sentir o livro todo (como referi, sem grande sucesso). A complexidade destes personagens é uma mais valia para este thriller, bem como todos os volte face que constituem o seu enredo. E o final, então... Muito bom!

Assim, se pretendem ler um livro repleto de suspense, em que as surpreendentes reviravoltas são uma constante até ao final, este é a escolha certa!

Terminado em 15 de Janeiro de 2018

Estrelas: 5*

Para saber mais sobre este livro, aceda ao site da Editorial Presença, aqui.

Sinopse
Ted Severson e Lilly Kintner conhecem-se num aeroporto de Londres.
Conversam e bebem demasiados martinis enquanto aguardam pelo embarque num voo para Boston.

Embalados pela bebida, os dois iniciam um estranho e arriscado jogo em que revelam pormenores da sua vida privada.
Ted conta que a mulher, Miranda, o trai, chegando a dizer que tem vontade de a matar.
Para sua surpresa, a enigmática Lilly mostra -se disposta a ajudá-lo.

Se todos nós morremos, que diferença fará punir pelas próprias mãos quem merece ser punido?
Mas Lilly não revela a Ted o seu passado tortuoso e sinistro.

Assim começa uma perigosa e fatal corrida contra o tempo.

Cris