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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

"Um Dia" de Morris Gleitzman

Um menino de imaginação fértil que escreve histórias para explicar e justificar o que não consegue compreender. Teria, talvez, entre 7 e 8 anos e vê e lê o mundo e a vida que o cerca de uma forma ingénua, própria do olhar de uma criança. Até poderia ser uma história de encantar, bonita. Mas não é! Porque vive numa época de terror. II Guerra Mundial, Polónia. 

Os seus últimos 3 anos foram vividos num orfanato. Seus pais, para o proteger, deixaram-no lá. Mas na sua ingenuidade, ele foge, achando que os consegue encontrar...

Este livro é destinado a um público juvenil. No entanto, adorei lê-lo. Podem ver isso nas estrelas que lhe conferi. Confesso que, a princípio, achei que a ingenuidade que é uma característica do personagem principal quase durante toda a narrativa, era um pouco exagerada. Engraçada sim, mas um pouco exagerada. No entanto, fui mudando de opinião no decorrer da leitura e achei uma "delícia" a forma como ele vai-se apercebendo do horror que grassa à sua volta e, assim, perdendo a sua meninice.

Bem descrito, com uma profundidade de sentimentos que é deixada transparecer nos personagens de origem judia, é um livro que vai trazer aos leitores (juvenis e não só) algumas horas de leitura frenética. O fim, que considerei perfeito, deixa o leitor sossegado e inquieto, ao mesmo tempo.

Adorei esta leitura! Aconselho vivamente a todos os leitores! 

Terminado em 26 de Dezembro de 2017

Estrelas: 6*

Sinopse
«Toda a gente merece ter alguma coisa boa na vida, pelo menos uma vez.»
      A vida de Felix Salinger não é nada fácil. Ele é judeu e vive num orfanato na Polónia dos anos 40, em plena Segunda Guerra Mundial. Felix gosta de ler, escrever e contar histórias. Até que um dia, decide fugir para procurar os pais.
      A determinação, inteligência e imaginação de Felix vão ajudá-lo a lidar com situações muito difíceis, no meio de nazis e cidadãos apavorados, e a encontrar pessoas maravilhosas, como a pequena Zelda e o velho Barney. Contada na primeira pessoa, por uma criança cheia de sonhos e muito inocente, esta emocionante história aborda a infância, a solidariedade, a amizade, a coragem e a esperança no meio do drama da guerra.
      Um livro que nos toca, que não se esquece. Pode ser lido por várias gerações, que o vão entender, certamente, de forma diferente.

Cris

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