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domingo, 17 de dezembro de 2017

Ao Domingo com... Nuno Cardal

Ao Domingo com… a minha máquina fotográfica! 


Estranha forma de começar um texto sobre um livro, mas é exatamente este o meu convite para um magnífico domingo e espero que este álbum possa ser um belo companheiro e um incentivo a viajar pelas maravilhosas paisagens do Douro percorrendo as estradas que o ladeiam ou conhecendo um dos seus magníficos afluentes, o Tua por exemplo é uma surpresa, e depois da construção da barragem alterou em muito a imagem que dele tínhamos.
      As cidades do Porto e Vila Nova de Gaia também podem conter grandes surpresas, mesmo para os locais. Recentemente foi aberto ao público o soberbo Paço Episcopal no Porto que merece uma demorada visita e a Casa Museu Teixeira Lopes em Gaia é algo imperdível não só pela sua arquitetura como pelo recheio que possui.


      E...tudo isto de máquina fotográfica na mão!
      De máquina fotográfica, não de telefone que também faz imagens.
      E quando faço este convite/desafio ainda gostava de ir mais longe pois se procurarmos bem ainda encontramos uma máquina fotográfica analógica, isto é de rolo, com a qual podemos fazer fotografias, com a qual temos de pensar no ato de fotografar, com a qual temos de selecionar a perspetiva em vez de fazermos 20 imagens da mesma coisa.
      Saber enquadrar, escolher a velocidade e abertura, enfim...pensar e usufruir, esperar pela revelação.
      E para acrescentar um bocadinho mais de “sal” use um rolo a preto e branco e vai ter toda uma nova dimensão dos locais por onde passou.
      A imagem digital veio democratizar o uso e a partilha de “qualquer coisa” (imagens) próximo da fotografia, mas por outro lado retirou a necessidade de pensar, de criar, de procurar, de esperar. Alterou os tempos de usufruto, o que antes era procurar a imagem, fotografar, revelar, apreciar e partilhar agora é tudo no mesmo momento, no imediato.
      Gosto de fazer esta analogia, pensemos na pintura... Podemos pintar com tintas de óleo cuja secagem é demorada, podemos pintar com aguarela que é mais rápido, podemos pintar em computador que é, como sempre no digital, o mais imediato. Tudo isto é pintura mas são coisas diferentes. Da mesma forma que os grandes mestres da pintura não usaram só um meio. Também os grandes mestres da fotografia do passado usariam a fotografia digital, ou o telemóvel mas continuariam a usar as suas máquinas fotográficas de rolo ou chapa.
      Inspire-se nas panorâmicas paisagens do Porto e Douro e passe um bom domingo com a sua máquina fotográfica... Se possível de rolo.

Sobre Nuno Cardal
Nuno Cardal nasceu em Lisboa, em maio de 1967. No ano de 1990 licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde desenvolveu alguns trabalhos na área da fotografia. O seu percurso profissional esteve sempre ligado às áreas da cultura e da publicidade. Foi responsável pelo Programa Comunitário de Desenvolvimento de Infraestruturas Turísticas e Culturais, exerceu funções de produção no programa cultural da RTP “Ponto por Ponto”, foi colaborador do Professor José Hermano Saraiva nos seus programas televisivos, trabalhou em várias empresas de publicidade e desenvolveu a rede de videopainéis que hoje se encontra por Lisboa.
      É autor do livro “McCann – 65 anos de Publicidade em Portugal” e de diversas publicações na área da fotografia. Como fotógrafo profissional, coordenou e executou o trabalho fotográfico para uma enciclopédia sobre Lisboa. No verão de 2008, a Fundação EDP realizou a exposição ”Dia e Noite”, dedicada ao seu trabalho.
      “Portugal Panorâmico”, publicado pela editora Lidel, é o seu mais recente trabalho.

Nuno Cardal

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