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segunda-feira, 28 de março de 2016

"Carta à Mulher do Meu Futuro" de Péter Gárdos

Li a sinopse deste livro e fiquei logo entusiasmada. No entanto, ainda antes de ter começado a ler, fui assistir ao encerramento da 4ª edição da Judaica - Mostra de Cinema e Cultura, no dia 20 deste mês, onde iria ser o lançamento do livro, com a presença do autor e, também, exibido o filme Febre ao Amanhecer, filme baseado nessa história.
Ambos falam-nos de uma história de amor, real, vivenciada pelos pais do realizador e escritor húngaro Péter Gárdos. Após a morte do pai, há poucos anos atrás, Péter recebeu toda a correspondência trocada pelos pais, sobreviventes do Holocausto, quando estavam a recuperar na Suécia. Seis meses e muitas peripécias depois, acabam por casar. A sua luta pela sobrevivência não tinha terminado aquando do terminus da guerra.
A Miklós, sobrevivente de Bergen-Belsen, foi-lhe dado seis meses de vida pois os seus pulmões não aguentariam mais do que isso, segundo os médicos. Mas, depois de ter passado por aquele campo de concentração e ter conseguido sobreviver, morrer não estava nos seus planos. Sabendo da existência de mulheres da sua terra que estariam a recuperar também na Suécia, em "campos de recuperação", resolve escrever-lhes. Enviou 117 cartas. Das que responderam, Lili foi a escolhida. E começa assim uma história de amor que durou muitos anos.
Tanto o livro como o filme transmitem-nos muito bem algumas das dificuldades que os sobreviventes passaram no pós guerra. Debilitados, doentes fisica e psicologicamente, querendo esquecer e voltar para "casa", sem saber se as suas famílias e amigos estariam a salvo ou mortos, aperceberam-se que a guerra para eles não tinha terminado em 1945.
Embora com algumas diferenças, gostei igualmente de ambos, do livro e do filme. Muito bons. Recomendo!
Terminado em 22 de Março de 2016
Estrelas: 5*+
Sinopse
Em Julho de 1945, depois de sobreviver ao campo de concentração de Bergen-Belsen, Miklós, um jovem húngaro de vinte e cinco anos, é enviado para um campo de refugiados na Suécia. Pele e osso, desdentado, doente, o médico dá-lhe poucos meses de vida. Mas morrer depois de sobreviver a uma guerra não está nos planos de Miklós.
Ele não se sente sozinho. Sabe que há 117 mulheres da sua terra a viver em campos de refugiados na Suécia. Ignorando a sentença de morte da febre que o atormenta todas as manhãs, envia uma carta a cada uma delas. Alguma haverá de sucumbir à sua veia poética e sedutora caligrafia.
A centena de quilómetros, Lili responde. Assim começa uma história de amor redentora e inesquecível entre dois sobreviventes que eram também sonhadores.
Baseada na história real dos pais do autor e narrada a partir das cartas trocadas entre os dois, o romance de Péter Gárdos relembra-nos que o amor é uma força de vida, capaz de vencer a própria morte.
 


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