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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

"O Que Ela Deixou Para Trás" de Ellen Marie Wiseman

Recomendado por uma amiga com gostos muito similares aos meus, peguei nesta obra com um misto de curiosidade pelos elogios de que foi alvo mas também de medo que as minhas expectativas fossem defraudadas...

Com duas histórias que decorrem em espaços temporais diferentes (1929/1995), separadas por mais de 60 anos, rapidamente entrei nessas histórias e foi com igual entusiasmo que saltitei de uma para outra. Vivi momentos de verdadeira angústia, sobretudo quando a autora descrevia os métodos utilizados num hospício onde pessoas com perturbações mentais e outras perfeitamente sãs retidas ali contra sua vontade, eram submetidas a métodos totalmente bárbaros e sem respeito pela vida humana! Vivi momentos de incerteza e outros de esperança, de descrença e angústia mas sempre com o verdadeiro prazer em LER!

A história, ou histórias se preferirem, são de tal modo fortes, tão repletas de acontecimentos que foram ou são baseados em factos reais, que nós, os leitores, não sabemos qual preferir. Saltitei, como referi, de uma para outra sempre com um sentimento de angústia/ ansiedade por querer saber mais, por querer rapidamente chegar ao fim.

Qualquer dos personagens nos parece alguém que conhecemos e os seus comportamentos, as suas decisões são perfeitamente verosímeis. Os problemas focados - a auto-mutilação, as famílias de acolhimento, os abusos sexuais, o buling, os hospícios e seus métodos de "tratamento" e afastamento de pessoas indesejáveis à sociedade, por exemplo - tocam-nos, afigem-nos porque sabemos que existiram ou ainda existem.

Gostaria, já na parte final, que a autora tivesse dado mais ênfase à história de Clara, a menina que foi encarcerada num hospício, de saber mais pormenores no que concerne à sua vida futura. Há um iato de tempo que não foi contado e que o leitor, certamente, ficará com vontade de conhecer melhor.

Em relação à capa, bonita por sinal, acho que nos leva para outras histórias que não esta. Por um lado está perfeita porque todos os pormenores nela contidos estão numa das histórias, mas por outro, não revela o quanto esta leitura pode ser dolorosa. Não dou palpites na escolha de uma outra. Reconheço que não seria tarefa fácil...

Nota máxima, sobretudo pela forma de contar que empolga verdadeiramente o leitor. A mim prendeu-me deveras. Vai experimentar?

Terminado em 9 de Janeiro de 2016

Estrelas: 6*

Sinopse

Iluminado e provocador, este é um romance sublime sobre o desejo de pertença e os mistérios sob as vidas mais comuns.Há dez anos, a mãe de Izzy Stone disparou sobre o seu pai enquanto este dormia.Arrasada pela insanidade da mãe, a jovem recusa-se a visitá-la na prisão. Para a ocupar, os seus pais de acolhimento inscreveram-na como voluntária num asilo público. Ali, no meio de pilhas de pertences sem dono, Izzy descobre um molho de cartas por abrir, um jornal antigo e uma janela improvável para o seu passado.Clara Cartwright, com 18 anos em 1929, está encurralada entre os seus pais superprotetores e o amor por um italiano. Irado por Clara recusar um casamento arranjado para ela, o pai coloca-a num lar sofisticado para pessoas nervosas.Mas, quando a sua fortuna se perde com o crash de 1929, não consegue suportar os custos do lar e Clara é enviada para um asilo público.A história de Clara mergulha Izzy num passado cheio de enigmas. Se Clara, na verdade, nunca foi doente mental, poderia explicar-se de outra forma o crime da sua mãe? Completar as peças deste puzzle do passado conduz Izzy à reflexão sobre a sua própria vida e a questionar-se sobre tudo o que pensava saber e acreditar.

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