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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

"Eu fui a Espia Que Amou o Comandante" de Marita Lorenz

Um dos géneros que gosto de ler são auto-biografias. Sou cusca mesmo! Gosto de saber um pouco da vida que tiveram e daquilo que querem partilhar com o leitor.

Mesmo sem querer e não fazendo quaisquer juízos de valor, não pude deixar de me impressionar com a vida que a autora teve. "Fogo!" Parece que nem sequer teve tempo de respirar tal é a sucessão de acontecimentos em que se vê metida! Alguns por falta de ponderação, creio, mas outros completamente fora do seu poder de decisão. A começar logo quando criança, quando se vé sozinha no campo de concentração de Bergen-Belsen.

Filha (a mais nova) de pai alemão e mãe americana, nascida em 1939, sentiu desde cedo os horrores da guerra. A mãe foi sempre o seu pilar, a sua segurança, mas mesmo ela não conseguiu impedir que fosse violada aos 7 anos. Amante de Fidel Castro, de quem teve um filho que lhe foi roubado à nascença, teve uma vida de luxos mas também de muita miséria. Mas isso foi só o começo de uma vida muito atribulada e de muitos excessos também. Amou e sofreu muito.

A sua vida dava realmente um filme. Creio que de horror por tudo o que passou. Uma vida que vale a pena ler. Um livro que se lê como um romance e que é, também, uma lição de vida e de História. Gostei muito.

Terminado em 30 de Dezembro de 2015

Estrelas: 5* (se é que se pode classificar uma auto-biografia...)

Sinopse

São poucas as pessoas que podem dizer que viram passar uma parte importante da história do século xx ante os seus próprios olhos. Não como meros espectadores, mas quase que a devorando. Marita Lorenz é uma delas... um grupo de barbudos, encabeçado por Fidel Castro, subiu a bordo. Foi amor à primeira vista. Uma semana depois, el Comandante mandava buscá-la a Nova Iorque e fazia dela sua amante.i

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