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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"A Bibliotecária de Auschwitz" de António G. Iturbe

Já tinha ouvido e lido opiniões muito favoráveis sobre A Bilbiotecária de Auschwitz. Ao começar a ler e, como quase sempre acontece com esta temática, fiquei logo interessada e pronta para iniciar uma viagem. Não é um sitio bonito esse destino que escolho muitas vezes, mas há viagens que somos obrigados a realizar.

Vagamente sabia que se tratava de um romance baseado em factos verídicos. O que não esperava de todo era que fosse TÃO baseado em factos verídicos! Isso só nos apercebemos no final quando o autor faz um ponto da situação e nos remete para cada personagem e o seu destino. E é quase no final que tomamos consciência que quase todos os personagens foram pessoas de "carne e osso" e este livro não se trata apenas de um romance sobre uma época terrível!

Mas, sinceramente esta leitura soube-me a pouco. Queria mais. No final, queria mais. Não que a história fosse insuficiente. De todo! Mas explico já porquê...

Ficamos mesmo presos a esta história, parte pequena de uma História que nos envergonha a todos. É um livro muito visual o que nos faz cheirar os odores intensos dos suores, das doenças, do medo, da fome, do sangue e da morte. Arrepia. Mas, vemos também a força de alguns que não sucumbem, que lutam para manter alguma sanidade mental, que no meio da miséria mais intensa conseguem ajudar os mais fracos dos mais fracos: as crianças.

A esperança que existia no Bloco 31, onde as crianças se juntavam diariamente e onde às escondidas funcionava uma escola, aperta-nos o coração. Dita, tem nove anos quando a Guerra começa. Tem 14 quando termina. É a bibliotecária do 31. O que zela ela se os livros são proibidos em Auschwitz? Por debaixo de umas tábuas, oito preciosos livros, quase a desfazerem-se, mantêm viva a esperança de muitas crianças e de Dita também. Cuida deles arriscando a própria vida. Guarda a sua infãncia na cabeça, as suas melhores recordações e serve-se delas quando sente que não aguenta mais, poruqe tudo lhe foi tirado.

Alguns professores do Bloco 31 funcionavam como livros-vivos. Conhecendo bem um livro tentavam reproduzi-lo o melhor que sabiam para aquelas crianças pudessem sonhar um pouco.
Dita sobrevive. Depois de Auschwitz II-Birkenau, onde esteve no campo familiar BIIb, ainda conheceu Bergen-Belsen. O horror parecia não ter fim. A sua história é impressionante e merece ser conhecida. E porque dizia eu que este livro me soube a pouco? Por que gostaria de saber mais pormenores da sua vida no pós guerra. O autor conheceu esta velhinha que a guerra não conseguiu vencer e conta-nos como foram esses momentos. A sua história depois de sair de Bergen-Belsen merecia mais páginas, outro livro. Fica a sugestão e o desejo que o autor tivesse sentido o mesmo que eu...

Adorei conhecer Dita Kraus. Nota máxima.

Terminado em de 2 de Outubro de 2015

Estrelas: 6*

Sinopse

Auschwitz-Birkenau, o campo do horror, infernal, o mais mortífero e implacável. E uma jovem que teima em devolver a esperança. Sobre a lama negra de Auschwitz, que tudo engole, Fredy Hirsch ergueu uma escola. Num lugar onde os livros são proibidos, a jovem Dita esconde debaixo do vestido os frágeis volumes da biblioteca pública mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu. No meio do horror, Dita dá-nos uma maravilhosa lição de coragem: não se rende e nunca perde a vontade de viver nem de ler porque, mesmo naquele terrível campo de extermínio nazi, «abrir um livro é como entrar para um comboio que nos leva de férias».

2 comentários:

  1. Olá Cris,
    Tenho este livro na estante há tanto tempo, mas ainda não o li. Não sei porquê. Até tenho visto boas opiniões acerca dele.
    Tenho mesmo que o ler.
    Beijinhos e boas leituras

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    Respostas
    1. Olá Isaura! Também tinha este livro há tanto tempo para ler!!! Mas vale a pena pegares nele, vais ver... Bj

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