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domingo, 7 de junho de 2015

Ao Domingo com... Tereza Guerra

Agradeço o convite para participar neste blog. Realmente a escrita é para mim algo muito especial.
Desde pequena me habituei a escrever sobre tudo o que acontece ao meu redor e sobre a minha vida... penso que tudo começou quando me ofereceram o primeiro diário (que ainda guardo). Estava em plena adolescência e o mundo dos segredos, das fantasias e das aventuras fazia parte do meu dia a dia. Como naquela altura não podia sair muito, a não ser com os meus pais, vingava-me a escrever e a criar personagem, inventando e imaginando grandes aventuras que me entretinham e faziam rir, chorar, cantar, saltitar, dançar e ser feliz, etc, etc... Ao som de música roqueira na época divertia-me muito lendo, escrevendo e pintando (diziam que tinha também queda para a pintura...) Hoje a vida continua a mostrar-me a importância da escrita e de tudo o que me pode ocupar saudavelmente, sem me deixar tempo para preocupações e outros devaneios desestabilizadores.
Após a minha licenciatura em Filosofia e já me encontrava a lecionar quando fui contactada pela primeira vez por uma editora no sentido de escrever um livro, manual para o 10º ano sobre Introdução à Filosofia. Achei a ideia bem desafiante e como andava a tirar uma pós graduação sobre Hermenêutica da Obra Filosófica,  bailavam na minha mente muitas ideias inovadoras que procurei levar a cabo na escrita do manual, juntamente com uma amiga e colega de curso, Manuel Duarte. Depois escrevemos outros para os 10º e 11º, etc...Tratava-se de um tipo de escrita que obedecia a certas exigências e programas do ensino secundário, que não me entusiasmava o suficiente, porque tinha algumas  pressões e contingências, pelo que a certa altura deixámos de o fazer.
Comecei a interessar-me pelo tema das Crianças Índigo quando estava a preparar a minha dissertação da tese de mestrado sobre educação, no início dos anos 2000. Percorrendo alguns sites encontrei informação sobre o tema, que me fascinou. Realmente também eu, nos primeiros anos de escola, não tinha sido brilhante, assim como os meus filhos e muitas crianças que conhecia... Procurei averiguar melhor o assunto e comecei a guardar bastante informação sobre o tema índigo, até que um dia um amigo me convidou para dar uma palestra sobre as Crianças Índigo e a Educação. Achei fascinante e lá me incumbi da tarefa que nessa altura foi um êxito. Enchemos um plateia de cerca 200 lugares e, a partir daí, muita gente começou a contactar-me sobre o assunto, até que em 2003 veio o convite de uma editora para escrever um livro, sobre este mesmo tema das Crianças Índigo. Realmente nunca precisei procurar editoras para publicar um livro. Assim que começo a escrever  ou a pensar escrever algo, sou contactada por alguma editora, mostrando interesse em publicar um livro meu sobre essa mesma temática, o que felizmente tem facilitado a fastidiosa tarefa de andar a bater de porta em porta, na esperança de ver publicados os meus livros.
Em 2004 veio à luz do dia o meu primeiro livro que foi publicado em Portugal sobre Crianças Índigo. Com ele surge a ideia de criar com Alain Aubry  a Casa índigo www.casa-indigo.com e com isso muitas atividades destinadas a pais, educadores e professores, nomeadamente a apresentação do filme Índigo (realizado e produzido por James Twyman, Stephen Simon) que foi passado com êxito de Norte a Sul do Pais, ainda durante o ano 2004 e 2005. Considerado o maior clássico desta temática índigo.
Depois disso e porque  a editora que inicialmente publicou o meu primeiro livro faliu, uma outra me contactou interessada em publicar livros meus, pelo que com a Sinais de Fogo republicou-se Crianças Índigo e Cristal e um outro livro que tinha acabado de sair Poder Índigo e Evolução Cristal, destinado a jovens e adultos índigo. Ainda com a Sinais de fogo foi publicado para jovens do 9 aos 99 anos Spaltron, O Mistério dos Maias e ainda para crianças menores de 9 anos,  Spaltron, O Menino Índigo que veio das Estrelas. Pouco depois surgiu Madie, Uma Criança Índigo. Em 2013 fui contacta pela Esfera dos Livros para publicar um livro destinado aos pais e educadores e, assim, acaba por nascer finalmente o meu mais recente livro: O meu filho é especial. Tal como vem referido na contra capa do mesmo: “Atualmente quantas crianças são rotuladas de hiperativas, com défice de atenção ou dislexia? Que não se enquadram na escola e no modelo de educação que lhes impomos. Muitos são os pais que se confrontam com este enorme dilema, com o coração apertado pelo facto de não saberem como agir, como educar estas crianças que são especiais porque olham para o mundo que as rodeia de um modo diferente. Mas aquilo que muitas vezes se apresenta como um problema pode ser um potencial escondido que importa despertar. Muitas destas crianças olhadas como diferentes por terem comportamentos estranhos acabam por revelar qualidades que lhes permitem ir mais longe na capacidade de acumular conhecimentos, de perceber os sentimentos dos outros e compreender que o essencial é invisível aos olhos.”
Estou muito grata a todos os que me têm apoiado nesta missão de dar voz a tantas crianças que são especiais e têm dons e/ou capacidades sensoriais invulgares e nem sempre são ajudadas e apoiadas convenientemente para poderem desenvolver todo o seu potencial adequadamente.

Tereza Guerra

1 comentário:

  1. Um tema muito interessante com o qual já tive contacto pois uma grande amiga minha tem uma filha "problemática" e por esse motivo andámos as duas de volta do tema.
    Gostei muito deste Ao Domingo com...
    Uma curiosidade, também já fui Tereza mas mudaram-me o nome para Teresa, mesmo sem o meu acordo!!
    Beijinhos
    Teresa Carvalho

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