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terça-feira, 5 de maio de 2015

A Convidada Escolhe: Coração

Hoje resolvi fazer uma viagem no tempo e parei no Ciclo Preparatório, onde tínhamos uma pequena biblioteca de turma.
Nesse dia resolvi requisitar uma pequena pérola de Edmundo de Amicis, a qual dá pelo nome de "Coração".
Escrito há mais de um século, curiosamente foi adoptado como livro de leitura em quase todas as escolas de Itália, tendo por objectivo criar uma identidade cultural, para este país recentemente unificado.
Ao fim de algumas páginas, já estava irremediavelmente rendida ao enredo e às personagens.
A história narra a vida de uma turma de alunos da escola pública escrita em forma de diário, por um deles - o Henrique.
Com ele cruzam-se uma série de figuras oriundas de diferentes extractos sociais, que numa ternura imensa nos dão lições de vida e de valores humanos.
Da galeria das personagens ficaram-me os nomes de Deroso, Pedreirito, Nelli, Crosi, Precusa, Franti, Garrone e Garofi. Despertaram-me sorrisos, lágrimas e gargalhadas.
Mais tarde voltei a lê-lo e com o mesmo agrado, quando já fazia parte da minha biblioteca pessoal. Podem-me acusar de pieguice, estar desfasada, contudo eu teimosamente contraponho.
Numa linguagem romântica , Edmundo de Amicis dá-nos uma lição de ética, um belo testemunho dos princípios e dos valores, que 50 anos depois dariam corpo à Declaração Universal dos Direitos Humanos.
São atribuídos valores à amizade, ao carácter, às coisas conquistadas com esforço, à necessidade de aprender e saber, à família, à coragem, à injustiça e à brutalidade do trabalho infantil, que estão evidenciados nesta obra, ainda de que forma subtil.
Num tempo como este, "Coração" é seguramente uma leitura oportuna e indispensável, também para adultos.

Ana Mafalda Salvado

1 comentário:

  1. Li, reli, folheei milhares de vezes esse livro que existia na minha biblioteca de menina. Amava as imagens que acompanhavam a narrativa. Um livro que tinha a ver com aquele tempo de alguma ingenuidade, direi antes muita ingenuidade! Foi bom voltar a ver alguém a voltar às leituras da infância.
    Almerinda Bento

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