Gosta deste blog? Então siga-me...

Indique o seu email para receber actualizações

Também estamos no Facebook e Twitter

domingo, 1 de março de 2015

Ao Domingo com… Arnaldo Teixeira Santos

A simpatiquíssima Cris Delgado, por mais de uma vez, em dias diferentes, convidou-me para participar nesta rubrica que, diga-se em abono da verdade, é uma iniciativa louvável, digna de todos os elogios, pois dá uns autores a conhecer e outros, credenciados, divulgando seus pormenores e livros. Por tudo isto, a Cris está de parabéns pela rubrica e pelo que tem feito pelos autores portugueses, as suas obras em particular e pela literatura em geral, o que é justo salientar. Nessas vezes, não aceitei o amável convite dela, só pela seguinte ideia: “diz” que sou poeta (gosto de dizer que sou fazedor e dizedor de poemas), mas como componho poemas à relativamente pouco tempo – desde 2011 – e como somente tenho participado em livros de poesia colectiva, achava que não merecia o privilégio de fazer parte desta rubrica e de estar junto de tantos e credenciados autores, pois os meus companheiros dos livros de que sou co-autor, estavam em igualdade de circunstâncias que eu. Depois da insistência, da Cris, propus-lhe que
quando fosse editado o décimo livro de que fosse
co-autor, então, se ela ainda mantivesse o convite, teria o maior prazer em participar. E, chegou esse momento.
Não gosto muito de referir a mim próprio, porque para mim, não acho bem nem correcto. As outras pessoas, se quiserem, é que poderão referir-se sobre os autores e as suas obras, mas respeito quem pense de maneira diferente. No entanto, terei de dizer alguma coisa, pois é da praxe. Literariamente, assino os livros de que faço parte, como Arnaldo Teixeira Santos (é parte do meu nome de baptismo) para não se confundir com o conhecido poeta e escritor angolano Arnaldo Santos, nascido em Luanda. Eu, nasci e resido na actual cidade de Santo Tirso, distrito do Porto. Comecei a compor poesia tarde (não sou jovem) mas, penso, que ainda fui a tempo. 
Já há muitos anos que sou colaborador de jornais regionais e apresentador de espectáculos e, durante muitos anos, também, fui locutor de rádios locais. Portanto, tenho uma boa parte da minha vida dedicada à comunicação social de que tanto gosto.
Estou, também, inserido em várias actividades culturais e desportivas, mas que para esta rubrica, penso eu, não tem cabimento referir.
Como comecei na poesia? Tem uma explicação, como (quase) tudo na vida. Agradeço este meu enorme prazer a duas pessoas e a uma instituição: ao meu pai, já falecido, que tinha estantes com centenas de livros e, daí, comecei a interessar-me por eles, pela literatura; ao grande amigo, professor, poeta e escritor Miguel Almeida, que soube da sua existência, confesso, por eu ter ganho um passatempo no blogue “Close Up!”, em 23 de setembro de 2011, com um livro de poesia seu, “Ser Como Tu”, agradecendo ao Miguel, dizendo também, que tinha alguns poemas meus na gaveta e ele respondeu-me, propondo para eu concorrer ao projecto colectivo de poesia “Palavras Nossas – Colectânea de Novos Poetas Portugueses” e foi assim que comecei a participar como co-autor em livros, ganhando o gosto e, a partir daí, comecei a concorrer aos novos projectos colectivos de poesia da Esfera do Caos Editores, tendo posteriormente, também, à de outras editoras; a instituição, é a Câmara Municipal de Santo Tirso (onde trabalhei 21 anos), que realiza anualmente o evento “A Poesia Está Na Rua”e, a partir da minha participação, comecei a compor os meus primeiros poemas e nunca mais parei com eles.
Nestes últimos tempos, os meus poemas são quase todos sonetos, a variante da Poesia de que eu gosto mais, de compor e de ler. Gosto imenso dos poemas da Florbela Espanca, Luís Vaz de Camões e, também, admiro poetas como Manuel Maria Du Bocage, Cesário Verde, Antero de Quental, entre outros.
No pretérito dia 21 de Fevereiro, realizou-se o lançamento, em Lisboa, da “Grande Antologia de Poesia e Texto Poético da Lusofonia”, volume 1, da Sinapis Editores, grupo Alêtheia, mas que eu, infelizmente, não pude estar presente, sendo o 10º livro de que sou co-autor. Fazem parte 156 co-autores, oriundos dos países de língua portuguesa. Aqui deixo um dos sonetos meus incluído na obra:

Sempre Que Alguém de Amor Me Fala

Sempre que alguém de amor me fala
Eu pergunto se nele acredita
Pois é uma palavra sã, bendita
E um doce odor sempre exala.

Se nele acredita vivamente
Ou, então, lhe passa mesmo ao lado
Não estando assim enamorado
E pelo amor mesmo nada sente!

Eu aconselho o amor sempre ter
E nunca desistir de o cultivar
Para em tudo sempre poder vencer

Assim, o amor sempre prevalece
Pois na vida devemos sempre amar
Aos olhos de todos se enobrece.

Bibliografia:
Palavras Nossas – Colectânea de Novos Poetas Portugueses, Vol.II (2012); Entre o Sono e o Sonho - Antologia de Poesia Contemporânea, Tomo I, Vol.IV (2013) e Vol.V (2014); Poesia Sem Gavetas, Parte II (2013) e Parte III (2014); Terras Vividas e Sonhadas – Os Poetas e os Lugares (2013); O Mundo da Lua – Antologia de Poesia e Prosa (2014); Contigo, Para Sempre: As Mais Belas Declarações de Amor (2014); 1ª Antologia “Amantes da Poesia” (2014); Grande Antologia de Poesia e Texto Poético da Lusofonia, Vol.I (2015).
Mais três livros de que sou um dos co-autores em breve terão os seus lançamentos, a saber: Livro Solidário Letras da Lagôa de Óbidos, a 7 de Março; Antologia de Poesia e de Prosa-Poética Portuguesa Contemporânea “Templo de Palavras” e Tempo Mágico – Colectânea de Poesia e Texto Poético da Lusofonia, ambos ainda sem data de edição.

A terminar, queria agradecer uma vez mais à Cris Delgado, em particular pelo seu trabalho desenvolvido em prol dos autores portugueses e suas obras e pela literatura em geral. Bem-haja.  

Arnaldo Teixeira Santos
(Fevereiro de 2015)


         

10 comentários:

  1. Obrigado, Amiga Cris, por apoiares e divulgares os autores portugueses e suas obras. Aqueles e a literatura portuguesa agradecem. É de elogiar esta rubrica. Nunca desanimes deste propósito e continua, pois Portugal tem muitos autores para serem divulgados. Bem-hajas, Amiga.

    ResponderEliminar
  2. Mas que surpresa boa ver aqui o "primo" Arnaldo Santos no cantinho da minha querida amiga Cris!!!!!!
    Caro Arnaldo, não sabia da tua veia poética! Ainda bem que o Miguel Almeida, autor que aprecio e sigo, te empurrou para a publicação mesmo que em co-autoria!
    Vou "ficar de olho" em ti Arnaldo! Habemos Poeta!!!!!
    Beijinhos aos dois, Cris e Arnaldo!
    Teresa Carvalho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá, Teresa (macy). Muito obrigado pelas tuas simpáticas palavras, pelo teu comentário encorajador.
      Só uma explicação para os estimados leitores: a Teresa trata-me por "primo", mas não temos nenhum grau de parentesc, mas apenas nos tratamos assim, por fazermos parte do Grupo "Só Passatempos de Livros e Respectivos Resultados", sermos amigos e ganharmos muitos passatempos...
      Um beijinho de amizade e agradecimento, Teresa.
      Um beijinho

      Eliminar
    2. Fizeste bem em explicar o nosso falso grau de parentesco ehehehhe!
      E a oura prima, a Helena está aqui também a encorajar-te! É assim mesmo, a "primalhada" quer-se unida!!!
      Nãotens que agradecer meu amigo, tens é de nos presentear com a tua boa escrita!
      Beijocas!!!

      Eliminar
  3. Helena Isabel Bracieira1 de março de 2015 às 23:13

    Caro Arnaldo,

    Fiquei contente por ter partilhado connosco o seu talento.

    Sempre achei que tinha uma postura muito correcta no nosso grupo de passatempos e mais respeito lhe terei agora depois de conhecer a sua veia poética.

    Lembro-me de Saramago que retomou a escrita e posteriores publicações já em idade madura. Mais vale um talento tardiamente revelado do que nunca conhecido.

    Que a inspiração nunca lhe falte! (:

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá, cara Helena.
      Muito agradeço as suas palavras elogiosas, mas que eu não mereço, pois sou "caloiro" na Poesia.
      Obrigado pelos seus votos.
      Um abraço fraterno, com muita estima.

      Eliminar
  4. Caro Arnaldo

    Fico muito contente com esta fantástica partilha e, pessoalmente, sinto-me honrado pela importância que tive - pouca, claro está. Mais importante que aqueles com quem nos cruzamos é o nosso próprio trabalho, literário-poético, neste caso, que no teu caso merece ser conhecido e partilhado.

    Muito obrigado, Arnaldo, pela lembrança. Agradeço tb. à Cristina Delgado, pelo seu incansável trabalho de divulgação.

    Saudações Literárias, Arnaldo e Cristina.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro Amigo Miguel.
      Muito obrigado pelo teu sincero contentamento.
      Quem se sente honrado sou eu, por fazeres o favor de ser meu Amigo. Não, não tiveste pouca importância em mim, mas simplesmente TODA! Sem ti, penso eu, os meus poemas ainda estariam na gaveta e não em 13 livros de que, actualmente, faço parte como co-autor.
      Não tens nada que me agradecer, mas sim eu é que não sei como te agradecer pelo que fizeste por mim. Nunca te esquecerei, podes crer.
      Um grande abraço, Amigo Miguel. Que tenhas sempre a melhor sorte nos teus livros de poesia e prosa - que eu muito aprecio - e que tu mereces por inteiro, pela qualidade que tens, pelo que tens feito por tantos novos autores, pela Literatura e pelo grande ser humano que és. Bem-hajas.

      Eliminar
  5. Caríssimo sogro :)

    Muitos parabéns pelo décimo livro de que é co-autor!

    A minha avó costuma dizer: "que nunca me doam as mãos, para que possa sempre trabalhar". E eu a si digo: que nunca lhe doam as palavras, para que as possa sempre expressar.

    Um beijinho,
    Angélica

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá, querida nora Angélica.
      Obrigado pelas tuas felicitações.
      É sempre muito bom receber o importante apoio das pessoas.
      Claro que enquanto tiver vida e saúde, nunca me hão-de doer as mãos para compor poesia e fazer jornalismo.
      Um beijinho, querida Angélica.

      Eliminar