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terça-feira, 5 de agosto de 2014

A Convidada Escolhe: Regresso a Itália

Elizabeth Adler é detentora de uma escrita cinematográfica. Descreve locais como poucos autores que conheço. Mas na sua escrita existe um equilíbrio entre os locais, os personagens e seus traços psicológicos e sempre, ou quase sempre, uma atmosfera de thriller que nos deixa em suspenso até ao final, a par do puro romance. Estas são as características que me fazem ler os seus livros.
Viajar através dos livros é uma expressão que se aplica na perfeição a esta história. A descrição do ambiente e paisagens da costa de Amalfi transportam-nos para o local, onde vivemos durante a narrativa, viajando e sentindo. E ficamos, de facto, cheios de vontacde de lá ir.
Mas é o thriller que me prende às páginas, que passam rapidamente. E no final, quando passei todo o romance a pensar que dois personagens eram irmãos e afinal são outros os que se revelam, que há um lado negro mesmo no cenário mais cor-de-rosa, que se nos apresentam personagens com um lado macabro sob uma capa de insuspeição, que a morte mais violenta vive paredes meias com do idílio, sinto que a autora não me desiludiu uma vez mais, e cumpre o que dela espero. Umas horas de evasão bem passadas.
Regresso a Itália é um romance, daqueles que nos remete para os dias quentes de Verão independentemente da estação do ano em que o lemos... mas até no Verão surgem tempestades...

Excertos
"- A idade pertence aos sentidos – respondeu Mifune – Os anos não nos constrangem; ganhamos com eles. Os nossos corpos cedem por fim ao tempo; alguns de nós morrem jovens, outros velhos. O que possuimos é tempo, não idade. (...)" (p.252)
"- A vida não é concedida a título permanente – declarou – É um privilégio e temos de utilizar o nosso tempo de forma judiciosa. Cabe-nos a todos fazer dela o que pudermos. Rocorda-te disto, piccolina – acrescentou, tratando-me pelo diminutivo afetuoso que usara quando eu era pequena. – A alma é como um pássaro em voo. Escapa-nos e voa livre de novo, sem constrangimentos. Há muito mais formas de recordar Jon-Boy do que através do seu fim. Abre o teu coração a essas recordações, piccolina, e deixa-o voar livre outra vez." (p.323)
Fernanda Palmeira

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