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domingo, 20 de abril de 2014

Ao Domingo com... Pedro Almeida Maia

Nascer nos Açores é fascinante, mas viver na condição de ilhéu traz ainda mais regalo. Era o dia de São Pedro do ano de 1979, a cidade era a de Ponta Delgada, a ilha micaelense e o mundo não estava preparado. Eu não estava. Cresci normal, para a norma das normalidades, desde puto ligado às artes: música, letras e banalidades. Uma guitarra encantou-me na adolescência, e eu não lhe tenho resistido. Faço dela a minha musa, um encanto resiliente.

Mas não só em sons e paisagens encontro inspiração, ela chega-me sem aviso e quase sempre acompanhada: vem de braço dado com o trabalho. Foi ao fim de três décadas que decidi mostrar o meu labor, ocultado pela timidez. Deixei voar um primeiro policial, a que chamei Bom Tempo no Canal – A Conspiração da Energia. Fui feliz outra vez, porque somei à árvore plantada e à paternidade a coisa que faltava ao homem para ter a vida feita. Mas o mundo não acabou, estava apenas a começar. O livro laureou-se com o Prémio Letras em Movimento, e eu sorri mais uma vez. Vieram outras experiências, digressões e um sentimento de plenitude. Sim, porque o fogo não está nas coisas que ardem, está no ar que
as rodeia. O mistério dos atlantes bateu-me à porta e trouxe os ingredientes para o romance número dois: Capítulo 41 – A Redescoberta da Atlântida. Mostrei mais um lado destas ilhas, um possível passado. Depois, a Mostra LabJovem desafiou-me, apaixonei-me outra vez e escrevi a novela Nove Estações.

Não se pode resumir uma vida, mas pode-se sumariar um percurso. Parece que a minha existência se divide em duas: uma desencontrada e outra recém-chegada. Este caminho também trouxe um regresso, a aposta num futuro académico. Alistei-me na Psicologia e percorro agora os trilhos da mente humana. Convidaram-me a participar numa aventura infantil, regressei a ser criança, e saiu-nos um golfinho: o Necas. Ensina as crianças a lidar com as emoções.

Como a vontade de escrever não morre, e nem tão cedo quero padecer, continuo a debitar pensamentos, em forma de crónicas e poesias banais. A vontade de mostrar, essa está viva e recomendada. Sim, quero seguir por este rumo.

Pedro Almeida Maia

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