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segunda-feira, 31 de março de 2014

"A rapariga de Auschwitz" de Eva Schloss

Uma longa caminhada vivida por quem sobreviveu ao holocausto! Uma lição de vida, tantas lições a retirar desta leitura!

Eva esteve dois anos em Birkenau/Auschwitz em condições inimagináveis. Sua mãe também. Sobreviveram ambas. Seu pai e irmão acabaram por falecer, nos últimos dias, quando os alemães os obrigaram a abandonar o campo e caminhar, aquando da sua retirada...

Áustria, Bélgica, Holanda até chegarem à Polónia...uma família que tentou desesperadamente fugir do ódio dos alemães sem sucesso, a todo o sentimento anti-semita que grassava pela Europa fora e que se cruzou com a família de Anne Frank, antes da anexação da Áustria pela Alemanha e depois da guerra. Otto, o pai de Anne viria ser, mais tarde, padrasto de Eva.

Eva e sua mãe sobreviveram devido a alguns golpes de sorte. A sua vida viria a ser marcada, inevitavelmente, pelos horrores vividos. Esta é a sua história: uma história de luta e de coragem mas também de sofrimento e inúmeras tentativas de ultrapassar o seu passado sem rancor e ódio.

Um livro que me marcou profundamente e que recomendo muitíssimo. Pesado, eu sei. Mas também um marco de esperança, uma mensagem profunda sobre o preconceito e a tolerância.

Terminado em 24 de Março de 2014

Estrelas: 6*

Sinopse

É um relato de uma sobrevivente ao Holocausto e da sua luta para viver consigo mesma depois da guerra, uma homenagem a todas as vítimas que não viveram para poder contar a sua própria história e um esforço para assegurar que o legado de Anne Frank jamais seja esquecido. Eva foi feita prisioneira pelos nazis no dia do seu décimo quinto aniversário, tendo sido enviada para Auschwitz. A sua sobrevivência dependeu de inúmeros pequenos golpes de sorte, da sua determinação e do amor e da protecção da mãe, Fritzi, que foi deportada juntamente com ela. Quando o campo de concentração de Auschwitz foi libertado, Eva e Fritzi iniciaram a longa viagem de regresso a casa. Procuraram desesperadamente o pai e o irmão de Eva, dos quais tinham sido separadas. Meses mais tarde receberam a trágica notícia de que os dois haviam sido mortos. Antes da guerra, em Amesterdão, Eva tornara-se amiga de uma jovem chamada Anne Frank. Embora os seus destinos tivessem sido muito diferentes, a vida de Eva iria ficar para sempre estreitamente ligada à da amiga, depois de a sua mãe, Fritzi, casar com o pai de Anne, Otto Frank, em 1953.

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