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domingo, 8 de dezembro de 2013

Ao Domingo com... Hugo Girão

"Um dia quero ser como uma palavra... ter, pelo menos, um significado..."
É, talvez, um dos dos meus anseios mais audazes, talvez até um aforismo a seguir ao pé da letra; difícil, sobremaneira,mas vital para derrubar os muros escarpados chamados
"eu".
De nome Hugo Girão, nasci em Lisboa. Tive a sorte de crescer no seio de uma família de artistas cujo respeito pela arte tingiu-se sempre de sublime e magnânimo, qualquer a máscara que vestisse. Fernando de Freitas e Maria Girão, meus avós, e Fernando Girão, compositor, cantor, produtor e meu pai, responsável directo pela minha aproximação ao mundo das letras, para além de modelo e guia nos prolegómenos do que viria a tornar-se uma imperiosa necessidade de transpor para o papel as afecções da alma, na cidade de Madrid, no ocaso dos anos 80, quando contava apenas com onze anos.
Cresci dentre muitos e bons músicos, dentre muita e boa música, sempre sob a atenta batuta do progenitor que me incutiu o trabalho intelectual como parte do quotidiano. Graças a ele, aprendi a desfrutar de alguns dos maiores nomes da indústria, assim como a tornar-me num dos maiores admiradores do seu talento e do seu trabalho como cantor e compositor, ao ponto de aspirar a, pelo menos, parecer-me com ele, quer fosse em palco ou nos extensos campos abrangidos pela poesia de cada uma das linhas dos seus textos.
Com quinze anos regresso a Portugal, retorno esse que truncaria e transmutaria severamente a minha percepção da vida e do mundo. No turbilhão da adolescência, abandono os sonhos e aspirações da arte, inicio a minha vida laboral e, dois anos mais tarde, abandono definitivamente os estudos, sem com isso deixar de lado a inequívoca, necessária, imperiosa, evocadora e indómita vontade de escrever os ensaios da alma.
Anos passaram. Depois de casado é-me dada a conhecer a cidade de Loulé ao tempo que me enamoro do teatro amador nos palcos do TAL (Teatro de Análise de Loulé).
Regresso a Espanha em 2004, para a cidade de Zamora, numa frutífera fuga aos primeiros indícios da crise em Portugal. Nesse mesmo ano tenho o prazer de conhecer a actriz e formadora de teatro argentina Valia Percik, que me incita a não atar-me às formas, o que, coadunado à leitura de "O Cavaleiro da Armadura Enferrujada", de Robert Fischer, desencadeou a férrea vontade de escrever o meu primeiro livro, "O Rei e o Homem Que Já Tinha Sido", em 2006, edição já descontinuada.
Desde então e depois de tão prazerosa e apaixonante experiência pactei, de mim para mim, não mais parar.
  

Dois anos mais tarde a sorte deu-me a oportunidade de cruzar-me nos caminhos da minha actual editora, a Fronteira do Caos Editores, cujo invejável acervo e heterogeneidade me fazem sentir sobejamente orgulhoso, ainda para mais tendo a oportunidade de partilhar estante com António Passos Coelho, João Pedro Martins, Carlos J. Barros, Paulo Alexandre e Castro, dentre tantos outros. É sob o tecto desta nova casa que vivem "O Silêncio das Almas", em co-autoria com Isabel Fontes, e "O Silêncio dos Teus Olhos", o meu projecto mais intimista e intenso até à data.
Após estas duas incursões nos fertéis campos do romance, quiseram o menino e o presdigitador que moram em mim escrevesse "Os Meninos do Vento- Los Niños del Viento", fábula bilingue, brilhantemente ilustrada pelo jovem artista Diogo Valente.
Esmerava-me nas últimas pinceladas do meu último romance, intitulado "Depois do Último Comboio", já no prelo e com o mesmo cunho editorial que os anteriores, quando me foi dada a oportunidade de participar no projecto "Paralelos", ideado, concebido e estruturado pelo amigo, poeta e escritor Alberto Silva, trabalho que visou juntar a prosa, a poesia, assim como alguns aforismos de cinco escritores (Alberto Silva, Pedro Paixão, Jorge Bogalheiro, Samuel Pimenta e eu) com as imagens de Pedro Costa.
Novas encruzilhadas se preparam para me assaltar...
Novos muros ter-se-ão que derrubar...
Novas e insurgentes ideias (re)surgirão dentre o barro das palavras; talvez esse dia encontre uma que, pelo menos, me dê um significado...
Agradecer a simpatia da comunidade blogueira, neste caso concreto a "o tempo entre os meus livros", comandado por Cristina Delgado - obrigado pela paciência - , a predisposição por me dar a conhecer dentre os seus seguidores.
LUZ EM NOSSOS CAMINHOS... SEMPRE...

Hugo Girão

1 comentário:

  1. Mais uma vez o meu muito obrigado pela oportunidade...
    Os escritores têm muito que agradecer à comunidade blogueira...
    No caso de quererem conhecer algo mais de mim, aqui fica um link:
    https://www.facebook.com/escritorhugoalbuquerquegiraodefreitas

    Grato Cristina Delgado...
    LUZ EM NOSSOS CAMINHOS...ASSIM SEJA...
    hugo girão

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