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domingo, 20 de outubro de 2013

Ao Domingo com... João Oliveira Lopes

Chamo-me João Manuel Godinho Oliveira Lopes e nasci, no dia 28 de Março de 1959, ao meio dia e meia. Depois de levar um par de nalgadas estive para aí duas horas a chorar.
Talvez por tudo isto, eu seja um homem que nunca tenha gostado de me levantar cedo (prefiro trabalhar pela noite dentro) e detesto gente que abusa da força contra os indefesos. Nunca fui apoiante de ditaduras, tenham elas a cor que tiverem.
Podia ter sido um católico fervoroso, uma vez que nasci num sábado de aleluia, mas como sou ateu, acredito que nem tudo estava marcado à data do meu nascimento.
Cresci no seio de uma família feliz, da média burguesia, e por isso foi feliz a minha infância e a minha adolescência.
Até que um dia pedi uma moto ao meu Pai. Com o não perentório, resolvi ir trabalhar nas férias para ganhar dinheiro.
Habituei-me a isso e depois de uma primeira experiência a carregar grades de cerveja numa fábrica de sumos e refrigerantes, fui escriturário de um laboratório de análises, membro da Comissão nacional dos censos, vendedor de automóveis e Professor do Liceu (no tempo em que se podia dar aulas com o 7º ano). Para contrabalançar o peso na consciência de andar sempre com dinheiro no bolso (embora ganho de forma honesta) inscrevi-me como cadete nos Bombeiros Voluntários, onde estive entre os meus 14 e os meus 22 anos.
Sei bem, portanto, o que é isto dos fogos florestais, embora os tempos e a forma de os combater fossem muito diferentes.
Fui estudar para a então Escola Técnica dos Serviços de Saúde do Porto onde concluí o bacharelato em Radiologia. Uns anos mais tarde viria a concluir a licenciatura na Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Coimbra. Estou a caminho de três décadas como Técnico Radiologista no Hospital da Guarda. Com dedicação e orgulho no trabalho feito.
Tenho tido a sorte de em (quase) tudo o que fiz na vida ter a mesma sensação.
Antes disso, porém, e através da ligação aos Bombeiros foi proposto um programa abordando a segurança de pessoas e bens, na Rádio Altitude.
E pronto. Foi como se tivesse sido mordido por um ser estranho que logo se entranhou. A comunicação social passou a fazer parte da minha vida.
Na Rádio (a mais antiga de Portugal) fiz de tudo um pouco: programas de informação, de animação, entrevistas, discos pedidos e ocupei até lugares de chefia. Sentia-me gente.
Aliás, a Rádio e os Bombeiros ajudaram em muito a fazer-me homem. Com 18 anos tão depressa me via a apresentar espectáculos nas festas da Cidade da Guarda com as Doce, Tony de Matos, Manuela Bravo, Cândida Brancaflor e alguns outros, perante cerca de cinco mil pessoas, como no dia seguinte subia a encosta de uma montanha, de botas de borracha e fato de macaco, acompanhado por meia dúzia de outros voluntários, tão loucos como eu, à procura da cauda do fogo…
Assim, temos mesmo que nos fazer gente.
Da ligação à comunicação e à escrita nasceria a vontade de fazer um livro. Ainda do tempo em que não havia computadores guardo as primeiras páginas – um prólogo- de um manuscrito que haveria de ser base e ponto de partida para uma história que eu queria contar.
Depois do nascimento da minha única filha, em 1993, de uma passagem de 15 dias por Macau, em 1997, de dois enfartes (um em 2001 e outro em 2007) estavam reunidas as condições para dar corpo ao sonho.
Assim me lancei à modernice de um teclado rectroiluminado e nasceu o Porta da Baía. O primeiro romance, lançado em Junho de 2012 e já na 2ª edição.
Um segundo está a caminho. Assim eu tenha saúde e o leitor vontade de ler.

PORTA DA BAÍA
É a vida da família Mendes de Sousa, ao longo de três gerações. Desde 1910 até ao ano 2000 o leitor é confrontado com os amores entre portugueses e espanholas, e a vida dupla de três homens (avô, filho e neto) que mantêm um segredo passado de geração em geração (mas nunca de forma direta de pai para filho)  culminando em Afonso Real, um verdadeiro “playboy” que constrói um império de negócios.
Lisboa, Salamanca, Paris e Macau são cidades chave de uma história que nos mostra que não há homens completamente maus.
Fala-se da Guarda, claro. A cidade onde nasci e onde levei as primeiras palmadas que a vida me deu.

João Oliveira Lopes

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