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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"O Livro do Anjo" de Alfredo Colitto

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 296
Editor: Clube do Autor
ISBN: 9789897240744

Temos, algumas vezes, livros na prateleira à espera de serem lidos que são verdadeiras pérolas! Quando comecei a leitura deste livro de Colitto não me apercebi, logo nas primeiras páginas, o quando ele poderia ser interessante...

Só achei, em seu desprimor, que ele poderia ser maior pois o enredo permitiria isso mesmo: umas quantas páginas mais para que pudéssemos degustar ainda melhor o ambiente vivido, tão bem descrito pelo autor. Veneza, 1313. É a partir do aparecimento dos cadáveres de três crianças à porta da Basílica de S. Marcos que tudo tem o seu começo.

O enredo, repleto de mistério e acção, leva-nos ao interior de uma Veneza que se rege por princípios bem diferentes dos actualmente em vigor. Perseguições e acusações a judeus feitas pelos mais poderosos da cidade, prisões e torturas com o objectivo de camuflar interesses pessoais, mortes, suicídios, enigmas, intrigas políticas, amores alguns correspondidos, outros nem tanto... Todo um ambiente medieval que gostei muito de pertencer durante este período de leitura. Deixar-me-ia prender por mais umas páginas, certamente!

Os personagens são cativantes. Possuindo personalidades diferentes, eles mergulham num mistério que nos empolga e prende. A solução do enigma passa pela descodificação de uma frase deixada por um judeu condenado à morte e acusado do assassinato das três crianças. Mondino de Liuzzi, médico anatomista, Adia, alquimista árabe e Gerardo, ex-membro da Ordem dos Templários vêm-se a braços com algo que lhes faz perigar a vida!

Um thriller histórico que me deu muito prazer de ler com uma contextualizacão dos ambientes e descrições rigorosas, nada cansativas, de uma Veneza medieval que me levou a viajar por outros tempos! Recomendo!

Terminado em 23 de Agosto de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse

Veneza, 1313. Três crianças são encontradas mortas à porta da Basílica de São Marcos. Os judeus são imediatamente suspeitos: diz-se que bebem o sangue das crianças cristãs para se pacificarem pelo facto de terem morto o Messias.
Na cela onde foi encarcerado e onde acaba por morrer acusado do homicídio das crianças, o judeu Eleazar deixa escrita uma misteriosa frase em latim que pode ajudar a explicar a macabra descoberta. Porque a terá escrito com o seu próprio sangue? Qual o seu significado?
Mondino de Liuzzi, médico anatomista, desafiando o poder de Veneza e arriscando a própria vida, terá de descobrir o enigma de uma antiga linhagem de guardiães que remonta aos tempos do dilúvio para poder ilibar o judeu e decifrar o enigma por detrás destas mortes.

2 comentários:

  1. Olha Cris, eu não gostei nada deste livro. Primeiro, a intriga é muito interessante ,mas não foi devidamente desenvolvida. As personagens não têm qualquer consistência ( a presença de Mina em Veneza é totalmente irrelevante), o espaço físico do romance não é devidamente descrito e tem-se a impressão que havia muito mais para dizer e que o autor não conseguiu. O começo do livro desperta a atenção do leitor, mas tudo fica pela rama. Dá a impressão que o autor tinha uma boa ideia mas não a conseguiu concluir.

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  2. Sério Uma? Vê só como os livros nos transmitem coisas diferentes!!!! Bj

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