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domingo, 28 de julho de 2013

Ao domingo com... Ana Cadima


Começo por dizer que sou a autora do livro para crianças “Alma de Mar”. Ainda me estou a habituar a esta ideia de ser autora. Esta é a primeira obra que edito. Um sonho de há muitos anos, que agora se materializa. Ganha forma, cheiro e até uma brisa salgada. Escrever um livro, ser uma aprendiz de escritora, ser uma enamorada pelas palavras e escrevê-las o melhor que sei. Brincar e divertir-me com as palavras. Juntá-las num livro. Neste livro.

O mar e a natureza em geral sempre me inspiraram, tal como as lendas e fábulas, e claro os mais pequeninos, o que dizem, o que imaginam. Daí este livro ser para eles, os mais pequeninos, e a ideia para a estória ter surgido após uma caminhada na praia.

Esta é, por isso, uma estória para as crianças. Mas também para adultos. Uns para que não deixem de fantasiar, de acreditar no sonho e na magia, os outros para que voltem a acreditar no sonho, na fantasia, na sua criatividade e que façam por realizar os seus sonhos. A uns e a outros, o importante é que não deixem de sonhar, porque a vida é muito triste e cinzenta quando deixamos de o fazer.


Quando lemos um livro o nosso pensamento voa. Abstraímo-nos do tempo e do espaço. O nosso pensamento e o nosso espírito estão noutro lugar, a viver outras vidas. Somos reis, meninos, cavaleiros, ou até golfinhos.

Para mim este é o propósito de um livro, levar-nos para outras paragens, fazer com que nos alheemos da realidade, fazer-nos pensar e também aprender. Aprende-se sempre com um livro.

Hoje em dia existe, no entanto, uma tendência exagerada para que os livros infantis cumpram essencialmente um desígnio didático, menos lúdico. A estória tem de ter uma mensagem de aprendizagem, tem de ensinar algo. Então e o prazer de ler só por ler? Ou de ler para sermos transportados para um mundo de magia, de fábula, para apenas sonharmos com mundos diferentes do nosso? Esta é uma dimensão tão, ou mais importante, do que aprender matemática ou as regras gramaticais. Aprendemos a sentir e a pensar fora do convencional, do que está instituído.

É para este mundo de magia, de sonho, de irrealidade, que espero que as crianças (e também os adultos) sejam transportadas quando lerem esta “Alma de Mar”. Porque há coisas que não se explicam, sentem-se simplesmente. Leia este livro com todos os sentidos e acredite na fantasia!

Ana Cadima

1 comentário:

  1. E concerteza que virão muitos mais livros para editar,...parabéns!
    Beijinhos da Mary Soliani,
    Fico à tua espera aqui:
    http://www.strawberrycandymoreira.blogspot.pt/

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