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domingo, 30 de junho de 2013

Ao Domingo com... Luís Miguel Rocha


Podia dizer que escrevo os livros que gostava de ler, ou de ter na prateleira da minha biblioteca, mas isso parece-me muito presunçoso e, ao mesmo tempo, um pouco afastado da realidade. Escrevo porque leio. Penso que quando se lê muito acaba por ser o passo natural. Escrevo também para responder às minhas próprias dúvidas e perguntas.

A forma como escrevo é muito sensorial. É quase como ler com a diferença de que tenho de escrever se quiser saber como continua a história… literalmente.

Quando parto para a escrita propriamente dita, já conheço todos os factos históricos, não voltarei a ler sobre eles. As personagens têm como missão contar a história aos leitores e a mim. Nunca sei como o vão fazer. É um mistério. No meu género isso pode ser problemático, pois é difícil escrever sobre personagens que têm a sua própria agenda. Acho que elas conspiram contra mim… as personagens. Têm o seu próprio plano e não estão interessadas em contar-mo. É como uma luta pela sobrevivência em que cada um vive por si, ainda que, simultaneamente, estejam todos unidos contra quem escreve as suas vidas. É um desespero.

Num enredo tão intrincado, ligado por todos os lados, com histórias que vivem aparentemente separadas mas hão-de unir-se algures, é um exercício louco escrever da forma que escrevo, mas já dizia Rubem Fonseca que os escritores têm uma dose muito grande de loucura. Penso que ele tem razão.

Luis Miguel Rocha

1 comentário:

  1. Até que enfim vejo aqui o Luís Miguel :)
    Beijinhos aos dois!
    Teresa Carvalho

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