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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Mensagem do limbo de Carlos Queirós

Este livro foi-me gentilmente oferecido pelo autor mas devo dizer-vos que a sinopse já tinha despertado a minha atenção pois já tinha lido e gostado do livro anterior, Trilho de lobos.

Mas o tempo não é muito e o livro foi ficando na estante à espera da sua vez... Fiquei agradavelmente surpreendida porque, logo de início, o tema agradou-me e a forma como o enredo começa atrai o leitor e cativa-o instantaneamente. 

Não importa se se acredita na vida depois da morte, nem em seres que vivem num limbo depois de partirem deste mundo. O que realmente importa é a forma como o autor consegue manter o interesse durante todas as suas páginas! 

Não posso deixar de referir que houve certas partes que me impressionaram devido à crueza e realismo com que foram abordadas e fiquei a pensar nelas muito depois de ter fechado o livro. Não vou falar mais concretamente mas se pegarem no livro saberão a que me refiro.

Os personagens pareceram-me reais, uns mais que outros é certo, mas todos possuidores de defeitos e qualidades como é apanágio do ser humano. Isso agradou-me porque revelou, por parte do autor, uma atenção centrada nos aspectos psicológicos do carácter dos seres humanos que gostei de ver retratados nesta obra.

Gostei do que li!  

Terminado em 29 de Março de 2013

Estrelas: 4*+

Sinopse


Rita está em coma há dois anos, na Ala do Silêncio do piso oito, no hospital.

No corredor do rés-do-chão, Rafael espera a sua vez para a consulta de neurologia. Mais uma vez, uma violenta dor de cabeça o assolou enquanto aguardava que o Professor Pinto Fraga o chamasse para entrar. Uma criança passou na sua frente com a mão agarrada à saia de uma mulher. A menina sorriu-lhe. Teria uns cinco ou seis anos. Ele seguiu-lhe os passos até ao fundo do corredor. De súbito, a criança reapareceu-lhe à sua frente, parecendo envolta numa aura de luz. Quando Rafael tenta perceber quem era ela e porque se largou da mãe, a menina poisou-lhe a mão numa perna, a dor de cabeça desapareceu. A menina mais não era que uma alucinação – pensou. Mas a criança disse-lhe que no piso oito havia uma mulher em coma, que tinha de ser salva antes que lhe desligassem as máquinas de suporte de vida. Segundo ela, Rita Lemos, estava consciente, ouvia tudo o que à sua volta se passava, só não conseguia comunicar a pedir socorro.

O tumor que Rafael transportava no cérebro criou a si próprio e a outros a grande dúvida: a criança misteriosa seria uma alucinação ou alguém enviado de uma outra dimensão para comunicar uma emergência?



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