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sexta-feira, 15 de março de 2013

Nome de toureiro de Luís Sepúlveda


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 184
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04425-9

Quase me esquecia de fazer o comentário deste livro tal é o corre-corre diário... O que poderia levar a penar que não gostei desta leitura! Bem pelo contrário! Com uma escrita forte mas descomplicada e muito fluída, Luis Sepúlveda sabe prender a atenção do leitor.

Intercalando entre dois narradores vamo-nos apercebendo do enredo desta história. Dois homens procuram saber do paradeiro de algumas moedas valiosas que foram roubadas durante a Segunda Guerra. As suas motivações são diferentes, resultando daí uma forte  empatia com um e não com outro. 

Paralelamente apercebemo-nos de situações que em nada fogem à realidade vividas em países com regimes opressores o que coloca o enredo deste livro entre a ficção e a realidade, facto que apreciei muitíssimo. 

Recomendo sem reservas! 

Terminado em 10 de Março de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse


Durante os anos sombrios do nazismo, desaparece da prisão de Spandau um valiosíssimo conjunto de moedas de ouro. Quase cinquenta anos depois, caído o muro de Berlim, dois personagens obscuros mas poderosos, com um passado político duvidoso, contratam, cada um por seu lado, dois «antigos combatentes», desempregados profissional e ideologicamente, para que partam em busca do tesouro roubado. Um, Belmonte, o que tem nome de toureiro, aceita o encargo por amor a Verónica; o outro, Frank Galinsky, aceita-o por um velho hábito de obediência militante cujo ideal é agora o de enriquecer «como todos os outros».

Mas o tesouro ainda existe? Belmonte e Galinsky chegarão a enfrentar-se? Nos tempos implacáveis que são os nossos, vencerá o amor ou a cobiça?

Com Nome de Toureiro, Luis Sepúlveda confirmou-se como um admirável «contador de histórias», oferecendo-nos um inesperado «romance negro» que tem como pano de fundo uma profunda reflexão sobre as ideologias autoritárias.

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