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domingo, 3 de março de 2013

Ao Domingo com... Vítor Rodrigues


Eu, Vítor, portuga e cidadão do mundo me confesso. Escritor não compulsivo mas convicto, a faina literária serve-me para expressar o que me vai na alma e no intelecto tentando contribuir para um mundo mais digno da Humanidade que faz catedrais e entoa sinfonias. Já escrevi uns quantos livros, na esperança de que ao menos valham o papel retirado às florestas e contribuam para outros florescimentos. Admiro as grandes obras mas também a simplicidade dos tijolos pequeninos com que podemos construir uma vida diária refinada e feliz.

Para mim, a escrita é um momento em que o espelho do papel me devolve a mim mesmo mas também me ecoa os outros que estão em mim e comigo. Acredito que, sem ela, muitas ideias e palavras ficariam meio sufocadas em vários pedaços do que sou; por isso, costumo passear com livros por nascer na mente e sonhar com montes de tempo livre e de liberdade para dar curso à pena, sem obrigações a restringirem-na. A minha escrita, devo dizê-lo, tem brotado de intervalos entre tarefas múltiplas e sido nascente mais que a cascata que me apetecia. Psicólogo e psicoterapeuta, sofro de amor incurável e de ímpetos terapêuticos que também desaguam em escrita com certa facilidade. No entanto, acredito que também por aqui se movem alguma poesia, uma devoção pela Beleza, um enlevo com todas as criações que se harmonizam para elevar a consciência humana. Talvez seja por isso que alguns dos meus livros ecoam certa zanga, certa indignação com o que a limita, desfigura ou encolhe.

Detesto a hipocrisia dos hipócritas, a estreiteza de vistas de certos governantes, a ambição monetária destruidora e impiedosa de certos empresários. Nessa vertente, dou comigo a ser irónico e a querer desmascarar um pouco para encontrar melhores figuras.

O que mais posso dizer de mim? É estranho mas só me resta dizer que me sinto definido em ser um amante da Humanidade e um grande admirador dos que a afirmam no seu melhor.      

Vítor Rodrigues

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