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domingo, 10 de março de 2013

Ao Domingo com... Débora Afonso/Olivia Darko



Quem é a Olivia Darko? E, já agora, quem é a Débora? Quem sou eu e quem é ela, onde é que eu acabo e ela começa e onde é que nos encontramos?


A única certeza que tenho é que somos entidades – chamemos-lhes assim – diferentes, embora partilhemos o mesmo corpo e tenhamos as mesmas vivências. A Olivia é o meu lado mais obscuro, é ela quem possui a mente retorcida e adora pormenores macabros: se estou num sítio bonito a apreciar a paisagem, a Olivia está a imaginar todo o género de crimes que poderiam ter acontecido ali.

E porque motivo não utilizo o meu nome? Poderia argumentar com a existência paralela desta minha outra “personalidade”, mas não estaria a ser exacta – além de correr o sério risco de acharem que sofro de uma espécie de esquizofrenia. A verdade é que sou maluca por policiais.
Mesmo. Adoro, devoro e leio quase exclusivamente este género. Não apenas os típicos, com crime, investigação e provas, mas muito mais os chamados “policiais negros” em que o enfoque está no contexto psicológico do crime, em todos os condicionalismos que levam a que uma determinada pessoa, num determinado momento, ache que não tem outra solução que não seja agir daquela forma. E a verdade é que não encontro muitos autores com nome português a escrever este género de livros. Então, seguindo esse raciocínio, considerei que o ideal seria um nome que, não deixando de ser português, existisse também noutras línguas.
Ficou Olivia. O Darko é uma adaptação de Dark (do inglês escuro / obscuro/escuridão), porque achei que se coadunava com a personalidade dela. Considerando tudo, a Olivia Darko acaba por ser mais uma personagem, ou uma persona que eu utilizo para dar vida às ideias macabras que vou tendo.

“O filho de ninguém” é o primeiro livro da Olivia, editado em 2011 pela Chiado Editora. Quase nem gosto de lhe chamar livro, porque é uma história pequena, como um conto. Comei a escrever um conto e decidi que se gostasse do resultado enviava para uma editora. Foi assim que surgiu este livrinho.

Está muito centrado na história de um homem de 26 anos que viveu toda a sua vida – até alguns meses antes do início do livro – completamente isolado do mundo, num monte afastado da aldeia mais próxima, tendo apenas a mãe por companhia. Acompanhamos uma parte do seu percurso no “mundo exterior”, e a sua tentativa de se adaptar à sociedade, até à altura em que ele começa a ter umas visões que sugerem mais do que efectivamente mostram. Ficamos na dúvida sobre se aconteceu um crime ou não, sobre quem teria sido a vítima, quem o teria cometido, o que é que realmente se teria passado. Os acontecimentos, as visões, as descobertas, as memórias, tudo se vai passando à frente até acabarmos por descobrir a verdade acerca do que realmente aconteceu. Achamos nós, porque ainda há um twist.

Se calhar não devia ter dito isto. Pronto, mais uma confissão: não gosto nada de escrever sinopses ou introduções aos meus textos. Ou conto a mais ou não conto o suficiente.

Agora estou a trabalhar noutra história. Do mesmo género, claro, e se gostar do resultado, vou tentar editá-la também.

E a Débora? Essa sou eu. Sou mãe, filha, esposa, irmã e amiga. Sou uma pessoa, daquelas humanas como gente, com todos os defeitos a que tenho direito e também algumas qualidades (a modéstia não é uma das maiores, confesso, por isso arrisco a dizer que tenho mais qualidades que defeitos). Gosto de sapatos como todas as mulheres – ou se calhar um bocadinho mais – e sou acérrima defensora dos direitos dos animais. Sou licenciada em Química mas adorava viver da escrita. Ah, a minha cor preferida é o rosa fúcsia e escrevo histórias para crianças.

Eu bem disse que era muito diferente da Olivia!

Página do Facebook aqui

Débora Afonso

4 comentários:

  1. Cristina,
    que bela entrevista. Fiquei cativado pelas palavras da Olivia e estou ansioso por ler algo escrito por ela.
    O Filho de Ninguém já se encontra na minha lista e aguardo as suas próximas publicações.
    Boas leituras. :)

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  2. Olá Cristina, parabéns por esta entrevista e parabéns à Olivia Darko, pelo seu curto mas brilhante livro de estreia, que devorei em pouco mais de 1 hora, gostei mesmo muito, surpreendeu-me pela positiva.
    Parabéns ás duas, espero poder voltar a ler algo desta autora, com a mesma qualidade.

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  3. Nuno e Andre, ainda nao li o livro da Olivia mas gostava de o fazer em breve. Já tenho lido criticas muito positivas...

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  4. Agradeço imenso as vossas palavras, até porque quem escreve vive delas!
    Obrigada Cristina, pela oportunidade, e ao Nuno Chaves e André Nuno...nem vos sei explicar a estranha (mas muito agradável) sensação de alguém ter lido e/ou querer ler algo nosso :)

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