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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Novembro de Jaime Nogueira Pinto



Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 512
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896264376

Demorei mais tempo do que esperava para acabar de ler este livro mas isso teve mais a ver com o seu volume pouco "transportável" do  que com o seu conteúdo. As suas 500 páginas e o facto de andar quase diariamente a pé impediram-me de o levar comigo no meu dia-a-dia e aproveitar esta leitura na sua totalidade.

Tendo embora um conteúdo muito forte ligado aos aspectos políticos em detrimento do lado romanceado, gostei muito desta obra sobretudo porque mescla muito bem os aspectos verídicos com os ficcionados, o que fez com que me interrogasse, por vezes, onde começava a realidade e onde acabava a ficção...

Abrangendo a realidade socio-política do Portugal de 1973, 74 e 75 desperta-nos para realidades que quase já esquecemos porque, como foi o meu caso, foram vividas ainda em criança (ou pré-adolescente) e, consequentemente, pouco virada para os problemas de então.

Os cenários decorrem, maioritariamente, entre Lisboa, Madrid e Luanda. Personagens vários mas o enredo centra-se à volta de Henrique, um sexagenário, viúvo, marcado por um casamento feliz que nao consegue nem pretende esquecer, seu filho, Eduardo e seu amigo Alexandre. Circulam à volta destes personagens, irmãos, amigos e conhecidos que se vão envolvendo, e tentam resistir, em maior ou menor grau, à situação política desse Portugal de então.

Retrato de uma época que gostei de visitar. Escrito de uma forma perceptível a todos, vai agradar a quem quiser visitar Portugal nesse período da História e se interessar por comparar o "agora" e o "antes"...

Terminado em 11 de Fevereiro de 2013


Estrelas: 4*+

Sinopse

O que faz correr Eduardo Pinto de Vasconcellos para a sede semi-clandestina de uma organização nacionalista nas vésperas de exames decisivos? E que sombras carrega o pai, Henrique, ex-voluntário na Guerra de Espanha e banqueiro internacional? O que move Alexandre, intelectual, romântico, tímido e revolucionário?
No Verão de 1973, a História está a preparar-se para tomar conta das histórias destes homens e das mulheres que amam levando-os por Lisboa, Madrid e Luanda na torrente da conspiração, da revolução e da contra-revolução, até ao Inverno de 1975.
Os heróis de Novembro agem, lutam e amam sabendo, à partida, que a sua empresa é necessária mas em grande parte fútil. Vivem a história de uma outra geração de 68, que também tinha 20 anos no 25 de Abril. Novembro não é um livro de História, é um romance que se lê como um romance, um xadrez de personagens, lugares, paixões, segredos, intrigas. E também a memória de um Portugal desaparecido. Em Novembro tudo acaba: O Império, a Revolução e os sonhos dos que, dos dois lados, não ficaram no meio e deram tudo por tudo.

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