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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O teu rosto será o último de João Ricardo Pedro


Prémio LeYa 2011
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 208
Editor: Leya
ISBN: 9789896602093

As expectativas para esta leitura eram elevadas. Não gosto nada que assim seja porque  - quase - me sinto na obrigação de gostar do livro. Tudo se juntou: as opiniões de várias pessoas amigas que gostaram muito, a capa sugestiva e de bom gosto, a ainda lembrada publicidade ao autor que relembro de ver na Feira do Livro... 

E pronto! Começo logo por referir o que não gostei. Achei mesmo que tinha palavrões desnecessários... não achei que pertencessem naturalmente às personagens. Alguns soaram-me um pouco forçados.

Cheio de pequenas histórias, ricas em imaginação, o livro mereceria da minha parte uma atenção que não lhe consegui dar. Dispersei-me com as múltiplas e coloridas vidas que o autor conseguiu dar aos personagens e não consegui apanhar a história central. A sensação que tive foi a de correr atrás de um comboio em andamento! Nunca o cheguei a apanhar... Mas também é certo que não me apeteceu largá-lo!

Três gerações de uma família, onde Duarte, o neto, músico não assumido, está sempre presente no livro todo. Personagem principal. Pequenos apontamentos vão-nos situando historicamente num Portugal de antes de 74. Bem descritas situações que todos nós conhecemos, marcas dessa época.

Gostei sem me apaixonar mas teria de o reler para captar na totalidade a mensagem de João Ricardo Pedro. E tão breve isso não me é possível! Saliento, no entanto o humor presente nesta obra, humor subtil que me agradou bastante e me fez sorrir e reler algumas frases.

Terminado em 15 de Janeiro de 2013

Estrelas: 4*

Sinopse


Tudo começa com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?


3 comentários:

  1. Gostei muitíssimo. O livro
    é mesmo um puzzle cujas peças se vão encaixando e tem alguns capítulos fascinantes e inesperados com referências culturais ao nível da música, da pintura e da Arte que tornam este livro, de facto especial. Mas como diz, quando acabei de o ler disse para mim própria que quereo relê-lo até para encontrar algumas "pontas" soltas que têm ligação masi tarde, em capítulos posteriores. Lembrou-me muitíssimo a escrita do catalão Carlos Ruiz Zafon. Gostei mesmo e nisso não me senti pressionada nem pelo prémio que foi atribuído ao autor, nem à publicidade feita à volta do livro. Acho sinceramente que este autor é mais uma jovem descoberta no panorama literário português. Almerinda Bento

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  2. É Almerinda, os livros são mesmo assim... Provocarem nós reações diferentes! Eu nao gostei tanto assim... Mas todas as opiniões que li foram muito positivas... Senti-me perdida nesta leitura. Alias na rubrica a convidada escolhe a opinião da Fernanda e dos muitos comentários foram super positivos,

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  3. Estou também com algumas expectativas em relação a este livro... Espero não me desiludir... Muitas vezes os prémios e as críticas, são o maior engano... veja-se o livro de J.K. Rowling.
    Bem... mas depois veremos... conto ler agora no início de Fevereiro. Vamos ver o que dali sai.
    Beijinhos Cristina. Até breve.

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