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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O fotógrafo da Madeira de António Breda Carvalho


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 300
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789895558322

Este livro veio-me parar às mãos um pouco por acaso. Com tanto por onde escolher e ler, às vezes o acaso presenteia-nos com uma pequena maravilha sem esperarmos. Foi precisamente isso que aconteceu e a surpresa inicial deu lugar a uma leitura onde degustei com verdadeiro prazer todos os detalhes e acontecimentos de uma época (Sẽc. xix) que relembrei com prazer.

A capa sóbria esconde uma escrita que se me revelou cativante, onde factos reais se misturam tão bem com os personagens e acontecimentos fictícios que nos levam a acreditar que esta história teve lugar na História da Ilha da Madeira.

Através do personagem principal, Afonso Drumond, percorremos partes da nossa História: liberais e conservadores, suas guerras, reformas e mentalidades... A sua vontade de alterar mentalidades que considerava caducas e conservadoras, levou Afonso a granjear inimigos poderosos dentro do Governo e da Igreja da Madeira. Ao caminharmos por este romance, apercebemo-nos, uma vez mais, dos erros de quem nos governou. 

A intransigência religiosa fruto de uma Igreja conservadora, ligada ao poder estatal, está muito bem retratada e as perseguições que os seguidores do Protestantismo foram sujeitos, revoltaram-me e surpreenderam-me. 

A pobreza aliada à ignorância com que pretendiam manter o povo, foi apanágio de uma época, que gostei muito de ver aqui retratada. Aspectos históricos que estão espectacularmente introduzidos num romance que depreendemos fictício e que me levaram a dar nota máxima. Recomendo. 

Terminado em 8 de Novembro de 2012

Estrelas: 6*

Sinopse

Madeira, 1ª metade do séc. XIX, o patriarca de uma família produtora de vinho da Madeira vê-se obrigado, face ao contexto político, a enviar o seu herdeiro para Paris. Passados cerca de vinte anos, Afonso Ayres Drumond regressa à ilha na qualidade de cônsul francês e com o intuito de gerir o negócio dos pais falecidos. Depara-se, então, com uma realidade muito diferente da de uma França marcadamente liberal, cosmopolita e industrializada. Afonso encetará uma série de diligências de desenvolvimento da região no sentido de estreitar as relações entre a Madeira e a França, estimular o crescimento económico e melhorar as condições sociais da população. Esta missão custará um rol infinito de inimigos. A par do enredo surge a história de amor entre Afonso e Laura, a filha do feitor que, apesar de pertencer a uma classe inferior à de Afonso, recebeu uma educação muito liberal.

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