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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Não nos roubarão a esperança de Júlio Magalhães


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 200
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896263997

O facto de ter como pano de fundo a Guerra Civil de Espanha e os tempos de Salazar levaram-me a escolher esta leitura. 

Alternando entre dois tempos não muito distanciados entre si (1936/1938) ficamos a conhecer, paralelamente, a vida de dois irmãos que as opiniões políticas dividiram. Gostaria que o autor tivesse explorado mais a vida de Pedro, simpatizante dos republicanos, e da sua companheira Jacinta, pois criamos desde cedo uma empatia com estes personagens e suas ideologias. 

Por seu lado, Duarte, o irmão nacionalista toma um protagonismo com o qual não simpatizamos de imediato. Mas os remorsos e a culpa que vai demonstrando por actos do passado vão tornando este personagem mais humano e estabelecemos, pouco a pouco, laços de amizade com ele e suas atitudes.

Mesmo quem não conheça ao pormenor essa guerra brutal que foi a guerra civil espanhola apercebe-se do quão terrível ela foi porque Júlio Magalhães consegue, através do romance vivido entre estes dois irmãos e seus pares amorosos, descrever momentos de verdadeira aflição. Percebe-se pela leitura desta obra a pesquisa histórica efectuada pelo autor pois os momentos fictícios misturam-se com factos que sabemos reais. Gostei disso.

Um título actual que nos remete, como pretendeu o autor, para os dias de hoje. Será mesmo que não nos roubarão a esperança?

Terminado em 19 de Setembro de 2012

Estrelas: 4*

Sinopse

Poderá o amor nascer em tempo de guerra? No Portugal de Salazar e nos tempos conturbados da guerra civil espanhola, Miguel Oliveira, voluntário português ao serviço das tropas nacionalistas de Franco, é feito prisioneiro pelos republicanos, depois de o seu avião ter caído nos arredores de Barcelona. Um feliz golpe de sorte salva-o de um julgamento sumário e de uma morte certa por fuzilamento. Será trocado por um oficial republicano, perto de Madrid. Miguel inicia uma longa viagem de automóvel que o vai levar de Barcelona a Madrid num território pejado de perigos. Será durante essa intensa viagem que ele conhecerá e se apaixonará por Dolores, a jovem republicana responsável por levá-lo à capital espanhola. Outrora uma defensora ardente da República, Dolores está nos finais da guerra, cansada de ver tanta morte e destruição. Para sua grande surpresa e sem nunca abandonar os seus ideais, a jovem republicana encontrará em Miguel um bom confidente e até um protetor. Tendo como pano de fundo a violenta paisagem desenhada pela guerra civil, Não nos roubarão a esperança, narra o nascimento de um grande amor que terá de provar ser mais forte do que o ódio.

2 comentários:

  1. Primeira vez por aqui. Gostei muito. Certamente voltarei.
    Cristine Cabral

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  2. Ola Cris
    Do Julio magalhães li "Os retornados – um amor nunca se esquece" e fiquei desiludida porque é uma historia bem enquadrada na epoca, mas depois falta-lhe "algo".
    Não fiquei fã da sua escrita, apesar de gostar dele como jornalista.
    Bjs
    Dulce Barbosa

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