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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

D.Estefânia, um trágico amor de Sara Rodi


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 208
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896263867

Gosto de romances históricos. Gosto especialmente quando eles me fazem sentir na pele as emoções e sentimentos de alguém, sobretudo mulher, que viveu numa época diferente da minha.

E este romance, escrito na primeira pessoa, conseguiu transportar-me para 1858, viver com um nó apertado a vida e morte da rainha D. Estefânia, esposa de D. Pedro V, que só "reinou" em Portugal durante 14 meses. E sentir-me no leito de morte desta princesa que tanto fez e tanto mais queria fazer pelos desfavorecidos, fez-me engolir uma lagrimazita pois Sara Rodi soube aproveitar muito bem os acontecimentos históricos verídicos e mesclá-los com a elaboração de uma personagem muito humana  e cheia de paixão pela vida e por D. Pedro.

O amor entre o rei e a sua rainha, D. Estefânia, a comunhão de ideias que partilharam numa época em que isso não era tido como natural e usual, despertou o meu carinho e empatia por esses dois seres que se completavam tão profundamente.  

Os factos verídicos, muitos deles desconhecidos para mim, fizeram com que a minha atenção se fixasse nesta leitura, que devorei.

Terminado em 21 de Agosto de 2012

Estrelas: 4*+

Sinopse

Quando D. Estefânia saiu da igreja de São Domingos, pela mão do seu marido D. Pedro V, rei de Portugal, as vozes dos portugueses ditaram-lhe o destino: a rainha vai morta! Vai de capela! Três gotas de sangue haviam-lhe manchado o vestido branco imaculado. A jovem princesa alemã não teve forças para aguentar o peso do magnífico diadema que D. Pedro lhe oferecera como prova do seu amor. Um amor cúmplice, puro e apaixonado, entre duas almas gémeas unidas em propósito, durante 14 meses. Apenas 14 meses8. Escrito na primeira pessoa, num tom confessional e recheado de emoção, a autora Sara Rodi revela-nos a apaixonante história de D. Estefânia Hohenzollern- Sigmaringen. Uma rainha que muitos portugueses viram como um anjo que lhes trouxe a esperança que tanto lhes faltava, sempre disposta a ajudar os mais pobres e desfavorecidos. Não fez mais porque morreu jovem aos 22 anos. Sem ter deixado um herdeiro para o trono de Portugal. Mas deixando um último pedido: a construção de um novo e moderno hospital que prestasse assistências às crianças pobres e desvalidas. O Hospital D. Estefânia. D. Pedro cumpriu o último desejo da sua mulher, mas o rei Muito Amado de Portugal não resistiu à morte de Estefânia e dois anos depois partiu para junto dela.




1 comentário:

  1. Vi este à venda no outro dia e senti-me tentada a comprar. A nossa História tem acontecimentos e personalidades tão ricas que é pena que haja tão poucos livros dentro do género.
    Boas leituras!

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