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domingo, 12 de agosto de 2012

Ao Domingo com... Lígia Trindade


"O meu percurso de vida tem sido pouco linear, mas ao mesmo tempo rico por esse motivo. Vivi em locais muito diferentes, começando no concelho de Almada onde nasci e vivi até aos 15 anos, depois Abrantes, Lisboa, Cascais e novamente Abrantes, onde resido atualmente. Estudei direito durante dois anos e licenciei-me em psicologia. Exerci prática clínica em vários consultórios e tive uma marcante experiência como psicóloga numa unidade de cuidados paliativos. Faço questão de referir esta experiência porque foi de facto muito marcante e intensa do ponto de vista psicológico e humano. Percebi que o sofrimento provocado pela irreversível certeza de uma morte iminente é profundamente angustiante para a maioria e um momento natural e pacífico para muito poucos. Creio que este contacto com a dolorosa realidade tenha influenciado 3 Vidas 3 Destinos, que fala sobre as várias fragilidades do ser humano, em especial a doença e a morte, mas não só, esta narrativa fala também de amizade, empatia, paixão, resiliência e sobretudo de esperança.


3 Vidas 3 Destinos é o meu primeiro romance e foi a concretização da minha vontade de escrever que começou por manifestar-se há alguns anos. A minha tendência foi desde logo para a prosa e num dado momento, depois de tantos rascunhos e estórias inacabadas deixadas no fundo de uma gaveta, decidi que tinha de dar continuidade àquilo que começava a escrever de novo. Como tinha algum tempo disponível, escrevi com toda a disciplina que é necessária para elaborar um romance e fi-lo durante várias horas por dia e ao longo de vários meses, e o resultado acabou por ser este livro.


Quanto a influências literárias, creio que tudo o que leio acaba por influenciar o que escrevo de uma forma mais ou menos inconsciente. Tenho gostos muito ecléticos, por isso leio géneros e autores muito diferentes, desde os clássicos aos mais contemporâneos. Gosto da prosa poética de José Luís Peixoto e de António Lobo Antunes, da peculiar e satírica obra de José Saramago e dos escritores latino-americanos que tão bem aliam a realidade à fantasia, como Isabel Allende ou Gabriel Garcia Márquez. Mas gosto também, da simplicidade da escrita de autores que de uma forma fluída e realista narram a complexidade das relações humanas. 


Estou a escrever o meu segundo romance que será um pouco diferente deste primeiro, quer no conteúdo, quer na forma.

Ainda não encontrei um estilo próprio, talvez até nem encontre e opte por uma escrita mais versátil e diversificada. Escrevo sobre aquilo que me faz mais sentido no momento, utilizando a linguagem narrativa que considero mais adequada para o romance em questão. Só assim, poderei dar asas à imaginação e dar o melhor de mim em cada estória idealizada."


Lígia Trindade

1 comentário:

  1. Gostei tanto desta "conversa" tão simples, tão "honesta". Gostei imenso :)
    Beijinho
    Teresa

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