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segunda-feira, 23 de julho de 2012

O gosto proibido do gengibre de Jamie Ford


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04334-4

Achei esta capa belíssima e muito atractiva e quando vi o livro numa livraria, ela despertou, de imediato, a minha atenção. E mereceu todo o tempo que lhe dediquei embora, verdade seja dita, tivesse sido pouco porque o li muito rapidamente mas com muito interesse.

O facto de a história ter por base factos verídicos torna o enredo muito apelativo porque conseguimos imaginar os sentimentos das personagens e suas reacções como se na realidade elas tivessem existido. 

Alternando entre dois espaços temporais -1942 e 1986-
somos confrontados com algumas questões raciais (1942), vividas pelos nipo-americanos que, mesmo considerando a América o seu país, se viram obrigados a deslocarem-se para campos vedados, vigiados e de trabalho por serem considerados inimigos do país e despojados dos seus bens.

É uma história de amizade e de amor entre um rapazinho chinês e uma rapariga japonesa. Uma história de amor que não era acarinhada nem bem vista porque a China e o Japão encontravam-se em lados opostos da guerra. Lembro que, nessa altura, a China era aliada dos EUA e o Japão inimigo. Mas é também uma história de memórias, ternamente contadas por Henry, recentemente viúvo, que recorda o seu primeiro amor. De culturas que entram em confronto entre si e de culturas que tentam simultaneamente preservar os valores do país de origem dos seus antepassados e assimilar outros pertencentes ao país onde se nasceu e se vive.


Bonito. Sentido e doce, este romance. Mas também um romance que nos faz pensar, reflectir. Sobre a guerra e suas intransigências, sobre separações e reencontros. Sobre a amizade e amor entre dois povos.


Um livro a ler!

Terminado em 21 de Julho de 2012

Estrelas: 5*

Sinopse


1986. Henry Lee, um americano de ascendência chinesa, junta-se a uma multidão que se encontra à porta do Hotel Panama, outrora o ponto de encontro da comunidade japonesa de Seattle. O hotel esteve entaipado durante décadas, mas a sua nova proprietária descobriu na cave poeirenta os pertences das famílias japonesas que, após o ataque a Pearl Harbor, foram enviadas para campos de internamento. Quando uma sombrinha de bambu é exibida, Henry recua quarenta anos e recorda Keiko, uma jovem de ascendência japonesa com quem criou um profundo laço de amizade e de amor inocente que ultrapassaram os preconceitos ancestrais que opunham as duas comunidades. Quando Keiko e a sua família são enviados para um campo, apenas resta aos dois jovens esperar que a guerra termine para que as promessas que fizeram um ao outro se possam finalmente cumprir.


Passados quarenta anos, Henry, agora viúvo, ainda tenta encontrar uma explicação para o vazio que o acompanhou desde então; para a atitude distante de um pai que nunca entendeu; para a relação difícil com o filho; e, sobretudo, uma explicação para as suas próprias escolhas.

O Gosto Proibido do Gengibre é um romance extraordinário, que nos revela uma das épocas mais conflituosas da História dos Estados Unidos.

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