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domingo, 17 de junho de 2012

Ao Domingo com... Pedro Jardim

"Há quem diga que sou o “homem dos sete ofícios”: chamo-me Joaquim, Pedro para os amigos, Barradas para os colegas de trabalho e Pedro Jardim como escritor.

“Homem dos sete Ofícios”

É verdade, faço de tudo um pouco: sou Chefe de Polícia; Sociólogo; Pintor; também canto e sou escrevinhador, ou seja, projecto a escritor. Gosto muito daquilo que faço e tudo o que concebo não é vão, não pensem que por ter assim tantas actividades que não me esmero ao máximo em todas elas. Sou um perfeccionista, muito dedicado e sobretudo perseverante. Há quem saliente que esta é uma virtude, há outros que dizem o contrário, mas o certo é que adoro aquilo que faço e não me canso de o fazer. Gostava que o relógio parasse, por vezes, para ter tempo, para fazer com mais calma, mas a adrenalina é o que me faz vibrar, talvez o motor da minha vida.

Dizem que escrevo muito bem e todos os meus leitores consideram que tenho um futuro muito risonho, gostam daquilo que escrevo, da forma como falo dos sentimentos e daquilo que faço recordar em cada um deles… um suspiro num momento de angústia, um sorriso numa tarde de verão.

A escrita, o espelho da alma…

Tudo nasceu quando era muito novo. Tinha os meus cinco, seis anos de idade e passava as férias de verão em terras alentejanas e em Vila Viçosa. Nasci em Lisboa e era no Alentejo, que passava o tempo das interrupções escolares. Vivi alguns anos na Póvoa de Santo Adrião.

Em casa dos meus avós maternos descobri o fantástico, o maravilhoso, o incrível… por entre as mãos sábias do meu avô Chico, o Chico das Maravilhas, vi que era possível uma vida quase paralela, uma vida de sonho, porém ao mesmo tempo cheia de amor e carinho. Tinha apenas a quarta classe, mas nunca conheci até hoje, pessoa mais sábia.

Já não está entre nós e via-o escrever pela noite dentro as suas quadras, cantigas, narrações deambulantes, sinceras e cheias de significados que só os avós nos sabem dar. Foi a precisamente a ele, Francisco da Silva Jardim, que dediquei a minha primeira obra literária: Crónicas do Avô Chico- Nostalgia da minha infância do Alentejo, da Chiado Editora.

Era uma pessoa tão especial que um livro é pouco para o descrever, tanto que já escrevi um segundo livro, o segundo destas minhas crónicas. Será lançado em breve. Todavia, sinto que ele, apesar de ter partido, continua bem vivo nas páginas das Crónicas do Avô Chico, continua perto de mim, perto de quem o ama e mesmo para quem não o conheceu, fica a conhecer o grande Homem que foi e sempre será.

Este meu livro está a ter muita visibilidade e já tive o privilégio de o apresentar na RTP, na TVI e TV Saloia, entre outros órgãos de comunicação social. Tenho percorrido Portugal quase de lés a lés para contar estas minhas aventuras de menino, já que os acontecimentos que retracto são episódios da minha infância. É uma obra autobiográfica em que o meu avô Chico é a personagem central, apesar de ser eu que narro estas vivências.

Crónicas do Avô Chico - Chiado Editora

Nunca pensei ter o reconhecimento que tenho tido com esta minha singela homenagem, os sítios onde já fui, as entrevistas que já cedi, tem sido um mundo de descoberta. Mas tudo nasceu com os ensinamentos do meu avô Chico, como já vos disse, ao vê-lo escrever e do forte sentimento que senti quando o vi partir, fez com que brotasse de mim esta forma de sentir, esta forma de comunicação, o escrever livros. É a minha nova paixão e nunca mais o vou deixar de fazer.

“Projectos futuros”

A minha vida de escritor não fica por aqui e esta minha obra, as Crónicas do Avô Chico, que já está na segunda edição (consegui atingi-la em cerca de seis meses da obra estar no mercado) é apenas o início de algo que quero construir aos poucos. Estou a ter formação na área da escrita para crianças e estou a aprender imenso com uma pessoa muito especial, a minha querida, digo agora, amiga, Margarida Fonseca Santos. Como vos confidenciei o meu segundo livro das crónicas sairá em breve, mas não só, tenho um projecto infantil: A Gaiola Dourada, que será editada este ano ainda, lá mais para o final deste ano.

Tenho muito que percorrer, sou um jovem, tenho 36 anos de idade e muito caminho a desbravar e espero que gostem daquilo que escrevo, daquilo que vos quero transmitir e sou sobretudo um sonhador, um sonhador inveterado que não se vai cansar de fazer aquilo de que gosta, porque me faz sentir bem, porque me faz sentir feliz e porque e sobretudo me faz sentir junto de vós, os quantos me lêem e me ficam a conhecer.

Agradeço imenso à Cristina pela iniciativa: Ao Domingo com… e louvo o seu trabalho em dar a conhecer os grandes nomes da nossa literatura, em forma de tertúlia, diria, bem como, a oportunidade que dá aos nomes ainda desconhecidos de dar a conhecer as suas obras, um bem-haja.

Um forte e largo abraço a todos e visitem a minha página."

Pedro Jardim

5 comentários:

  1. Olá, Pedro!
    Que bonito texto. Uma vida agitada, mas cheia de projectos e sorrisos, recordações e invenções, excelente.
    E sabe uma coisa? Aprendemos sempre uns com os outros, também o estou a fazer consigo, e agradeço-lhe isso.
    Um beijinho

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  2. Cristina, muito obrigado: ficou fantástico :D Adorei!

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  3. Ó Margarida!... assim fico sem jeito :)

    É um grande privilégio tê-la como minha professora (escrita criativa) e estou a aprender imenso. E é isso mesmo estamos sempre a aprender uns com os outros.

    Bjs

    Pedro

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  4. MAIS UMA VEZ PARABENS PEDRO P´LA TUA PERSIST
    ENCIA.
    BEIJINHO. GUI.

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