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domingo, 13 de maio de 2012

Ao Domingo com... Lurdes Breda


"Nasci diferente.


Podia lamentar-me daquilo que não tenho e desperdiçar, com isso, a vida (que é a coisa mais preciosa que temos e a maioria das vezes nem lhe damos o devido valor). Prefiro, contudo, abraçá-la e sentir-me privilegiada por tudo aquilo que tenho, por tudo aquilo que conquisto. É que as coisas conquistadas têm um sabor diferente. Não concordam?



Sou escritora ou, como costumo dizer, escrevo umas coisitas. Ainda pensei em ser futebolista, mas? (Eheheh, brincadeirinha)!


Não escolhi ser escritora, sabem? Desde pequenina (sim, sim, já fui muito mais pequenina!), que adoro ler. Lia imenso e continuo a ler sempre que posso, sobretudo, antes de dormir, como fazem as crianças. Chiuuu? (não digam nada a ninguém), mas ainda tenho um lado de menina e acho que terei sempre. Isso até acaba por ser bom, quando tenho de escrever para crianças. Salto para as páginas, de mãos dadas com os meus personagens e, em vez de ser eu a guiá-los e dizer o que eles têm de fazer ? pasmem-se! ?, são quase sempre eles que me guiam a mim e decidem o que querem fazer e onde ir. Eu vou atrás deles, que remédio! São tão voluntariosos como a sua criadora. Eheheheh.


Na adolescência, li muitos clássicos, sobretudo, portugueses. Curiosamente, e agora que penso nisso, nunca achei que fossem inadequados ou complicados para a minha idade, lia-os de um fôlego. Se calhar, acabei por enriquecer muito mais o meu vocabulário (atualmente, detesto repetir palavras nos meus textos, procuro sempre sinónimos novos) e a ter uma perspetiva histórica, social, política e humana vivida na sociedade e no país nos séculos XVIII e XIX, quase sem me aperceber. A ironia, o humor, as maledicências, os amores e os desamores, percorriam esses livros em labirintos cheios de suspense e aventura. Ah, por falar nisso? Houve uma altura em que também li muitos policiais.



Quando editei o primeiro infantil, os meninos, nas escolas, perguntavam-me quando eu iria escrever outra história para eles. Aliás, escrever para crianças, tem sido o meu maior desafio, mas também aquele que mais satisfação me dá. Conciliar a parte lúdica com a parte pedagógica, a linguagem e a imaginação na dose certa. O engraçado é que descobri que apesar de ter de existir uma base em todos estes ingredientes, o resultado é sempre inesperado e surpreendente. As crianças têm esse dom.


Gosto de trabalhar, ou melhor, de brincar os livros com elas. Ir a escolas, bibliotecas, feiras do livro? Enfim, espaços onde possamos deixar que os livros comuniquem, seja de que forma for. Pois, para mim, o livro é algo vivo, em cujas páginas habitam personagens com capacidade para nos fazerem sentir alegria, tristeza, fantasia, esperança, desilusão, amizade? Enfim, a própria vida!


Gostaria também de acreditar que, com a minha diferença, derrubo alguma da (in)diferença. A escrita é uma paixão, mas é também o pretexto para compartilhar valores humanos, afetos e amizade. Sem isso, nada faz sentido. Escrevo, não por um ato egoísta de autorrealização, mas pela partilha, é isso sim, que me move e me realiza. Os lugares e as pessoas que tenho o prazer de conhecer através da escrita são o melhor prémio e o mais sentido.


Para além de escrever para crianças, também escrevo prosa e poesia para os mais crescidos. Sei que isso pode surpreender muita gente, porque estou essencialmente ligada ao universo infantil. Contudo, eu gosto de desafios de explorar as potencialidades que a escrita é capaz de oferecer. Ter um conhecimento mais abrangente e mais completo não só dos géneros literários, mas, sobretudo, de mim própria e daquilo que posso fazer.


Que mais poderei eu dizer acerca de mim? Hum? Adoro a Natureza! Posso mesmo afirmar que é a minha principal fonte de inspiração. Vivo perto dos campos do Mondego. O rio traz no murmurar das águas os suspiros e os poemas dos poetas intemporais. (Ena! Esta frase saiu-me mesmo bem, não foi?) Eheheh. Bom, já devem ter percebido que sou divertida e brincalhona. Sou também extrovertida e muito positiva. Em suma, sou boa "cachopa". Eheheh. Oh! Esqueci-me de dizer que também adoro animais e que tenho dois cãezinhos, o Michel e a Niky. Se pudesse, recolhia todos os animais abandonados que vejo, porque me causa muito sofrimento vê-los sem casa nem miminhos.


E pronto. Se quiserem saber mais sobre mim, podem visitar as minhas "palavras com alma" em http://lurdesbreda.wordpress.com/ serão todos muito bem-vindos!"


Lurdes Breda

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