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quinta-feira, 5 de abril de 2012

A convidada escolhe: Aproveitem a vida




As palavras da Teresa impressionaram-me e cativaram-me completamente. Temos tanto para aprender, não é? Nunca me esqueci das palavras de uma amiga, que não vejo há anos, que no funeral do seu marido, disse-me algo muito parecido com a mensagem deste livro: "Nunca te esqueças de dizer que amas a quem amas... Podem partir tão cedo!" (Cris)



"Comecei a ler este livro num impulso repentino! Já o tinha cá em casa faz algum tempo, sempre curiosa em ler pois adorava o António Feio mas sem grande pressa em começar e nem sei explicar porquê... Hoje, de repente, e a meio da leitura dum policial, pego neste livro e devoro-o numa tarde!

A figura do António Feio é sobejamente conhecida e o motivo da sua morte também. Agora, o que não é sobejamente conhecido é a pessoa profundamente sensível que estava por trás da imagem que o António transmitia mesmo que sem intenção de o fazer.

Conta-nos aspectos da sua infância, adolescência, a sua paixão pelas mulheres, a sua ligação estreita com a irmã que morre com a mesma doença (ironia da vida?), o seu percurso, os seus sonhos e as suas conquistas e inevitavelmente sobre a doença que o levou prematuramente.

Esta leitura arranca-nos tanto sorrisos abertos, como alguns lágrimas, mas tal como se adivinha pelo título, é uma história de vida com uma mensagem deveras importante e à qual por vezes não damos crédito. É isso mesmo de que se trata, de aproveitar a vida, de dizer, fazer, ouvir, receber, dar, tudo enquanto cá andamos e de aceitar a inevitabilidade da morte.

António Feio faz neste livro algumas reflexões que me tocaram profundamente, que me levaram a colocar a mão na consciência, que me mostraram que afinal nunca é tarde para dizer a alguém que a amamos, de mostrar a alguém que sentimos por ela, de estender a mão e fazer uma caricia a quem dela necessita.

Há homens e mulheres que são figuras públicas que nos dão exemplos fantásticos
devido ás suas características e aos seus percursos e capacidades de redenção e espírito crítico, António Feio foi um deles... e será para sempre. Um livro que é não só uma lição de vida mas também uma lição de dignidade até à morte.

Quero destacar uma frase do posfácio do Dr. Nuno Gil, do Hospital da Luz:
“Como diz uma das máximas dos cuidados paliativos: «os que estão a morrer, ensinam-nos a viver». Foi o que o António fez...”

Propositadamente, o livro acaba com o «Mini-Mini» Dário do António Feio, para os
leitores terminarem o livro a rir! Fiz a vontade a Mª João Costa, a co-autora do livro e ri mas logo de seguida as lágrimas vieram aos meus olhos, mas, enquanto que umas foram de tristeza pela morte do António, outras foram de alegria por reconhecer neste homem qualidades tão fortes que lhe permitiram na adversidade ter a lucidez de morrer com dignidade .

Uma leitura maravilhosa e muito enriquecedora. Aconselho vivamente."

Teresa Carvalho

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