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domingo, 29 de abril de 2012

Ao Domingo com... Tiago Moura

"Comecei a escrever “Crime no Hotel” a setembro de dois mil e dez, tendo-o terminado em abril de dois mil e onze. Senti que estava terminado, escrevera já o último ponto final. No entanto, se pudesse voltar para trás, teria procedido a muitas mais alterações. Enfim, o mundo não é perfeito.


Depois de o terminar, meteu-se-me na cabeça que queria publicá-lo, como acontecera com o anterior que escrevera, “Kevin Day - Os Face Negra”, e que depois, há última hora, decidi não o fazer. Não foi o caso deste. Queria publicá-lo!


Fui à Bertrand pesquisar editoras. Sim, podia pesquisar pela internet, mas não era a mesma coisa, uma vez que na livraria poderia pegar mesmo nos exemplares, em papel. Ver o tipo de papel (aquele mau, branco e fino, ou aquele bom, amarelo e grosso), ver o tipo de verniz usado nas capas, ver aquele tipo de coisas que não se consegue observar digitalmente. É esse o prazer da leitura. Sou completamente contra os Ebooks e livros digitais.


Encontrei uma editora, Saída de Emergência, que conhecia apenas de nome. Gostei das capas, e, embora não fosse muito o meu estilo, decidi mandar. Fui ao site, que dizia o seguinte:
«Escreveu um livro e gostava de o ver publicado? Então envie-nos em anexo a sinopse da obra (máximo de 2 páginas) e as primeiras 50 páginas da mesma. Se tiver lugar no nosso catálogo entraremos em contacto consigo num prazo máximo de 4 meses. NOTA: devido ao elevado número de submissões não temos condições de comentar as mesmas.»


E sim, esperei quatro meses. Burrice da minha parte, é claro, pois exatamente no dia em que estes foram concluídos, fui à Bertrand pesquisar mais editoras.
Encontrei a Chiado Editora, também já a conhecia de nome, mas nunca tinha lido nenhum livro dela. Vi o tipo de capa, vi o tipo de papel, e disse para mim mesmo:  «Hei-de conseguir publicar o meu livro nesta editora.»
E assim foi. Fui ao site, informar-me. Este dizia o seguinte:
«A Chiado Editora tem, desde sempre, estado atenta a novos valores literários, pelo que presta toda a atenção aos originais enviados por e-mail ou correio tradicional.  Assim, se deseja ver o seu original analisado, poderá enviá-lo para a Chiado Editora. O nosso conselho editorial terá disponibilidade para o ler cuidadosamente. E, se o mesmo for compatível com a nossa linha editorial, não hesitaremos em apresentar uma proposta de edição ao Autor! [...] O nosso contacto será exclusivamente efectuado por e-mail. [...]
Os originais enviados por correio tradicional e não seleccionados para edição, poderão ser levantados no escritório da Chiado Editora no prazo de um mês após a recepção pelo Autor da nossa comunicação. Findo esse prazo o original será destruído.
Juntamente com o original o Autor deverá enviar uma breve biografia. [...]»


Pois bem, não hesitei. “Peguei” no meu livro e mandei-o para a Chiado Editora. Duas semanas depois, no dia dezanove de setembro de dois mil e onze, quando já começava a estranhar não me dizerem nada, recebi uma proposta de publicação a obra, a cargo de quinhentos e cinquenta exemplares, e seu PVP de doze euros.
Foi tudo muito rápido. No dia vinte e seis já estava a assinar o contrato, e no dia catorze de janeiro do ano seguinte, já estava a caminho do Cinema King, nervoso pelo lançamento do meu primeiro livro.


A obra foi apresentada pelo meu tio, Paulo Moura, que levou um texto enorme, totalmente disparatado, mas muito bom, em que falava sobre mim, quando tivesse oitenta e cinco anos. Sobre as aventuras que tinha vivido, sobre eu, em Estocolmo, a receber o Prémio Nobel da Literatura.


Sim, foi este o livro que publiquei, já disponível nas livrarias, até na livraria do Hotel D. Afonso Henriques, aonde ocorrera o crime, no livro (estou a brincar).
O mundo é uma brincadeira."

Tiago Moura

2 comentários:

  1. Olhem simplesmente adorei esta entrevista!!! E fiquei absolutamente confundida com a idade do Tiago! Bem idade física pois mental de facto o Tiago não pode ter 13 anos..... está muito para além dessa idade!
    Fiquei tão curiosa com o livro como fiquei com o autor que, certamente, não perderei de vista!
    Parabéns Tiago e desejo-te o maior sucesso e que realmente venhas mesmo a receber o Nobel :))
    Garra não te falta e certamente também não faltará talento!
    Teresa Carvalho

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  2. Não tem treze, tem doze. È um verdadeiro fenómeno!

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