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quarta-feira, 28 de março de 2012

Um longo regresso a casa de Gail Caldwell


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 208
Editor: Livros d'Hoje
ISBN: 9789722048903

Mesmo depois da opinião da Fernanda (ver aqui) pensei que leria este livro rapidamente. O seu pequeno tamanho e as suas 200 páginas assim mo fizeram acreditar.

Não foi bem assim! Esta leitura é densa, pesada sobretudo pelos temas que aborda. Sobretudo, também, nas primeiras folhas quando a autora nos dá a conhecer como conheceu a sua melhor amiga. E como a perdeu!


Os pontos que as uniam passavam pelo amor pelos animais, pelo silêncio cúmplice onde as palavras não precisavam ter lugar, pela necessidade de pôr o outro em primeiro lugar... Unidas estavam, também, no seu amor pela escrita tendo ambas uma profissão com ela relacionada e por um passado comum de alcoolismo.


A união, a simbiose que se gerou entre as duas, fizeram-nas compreender que tinham nas mãos algo de precioso e único e que deveria durar uma vida longa... quis o acaso que isso não acontecesse. 


Surpreendentemente, quando na narrativa a autora nos conta como perdeu a sua amiga, é aí que a leitura se tornou, para mim, mais emotiva, sim, mas mais fácil de entender, mais terra-a-terra. Os passos sentidos pela autora para chorar a dor fizeram-me perceber que só quem sofre um perda grande consegue perceber do que fala Gail Caldwell!


Gostei muito deste livro. Os sentimentos, as emoções estão ao rubro nesta leitura!

Terminado em 27 de Março

Estrelas: 4*+

Sinopse

«Esta é uma velha história: eu tinha uma amiga com quem partilhava tudo, até que ela morreu e também isso nós partilhámos. Um ano depois de ela ter partido, quando eu julgava já ter ultrapassado a loucura daquele sofrimento inicial, caminhava no parque de Cambridge onde durante anos Caroline e eu passeámos os cães. Era uma tarde de inverno e o local estava vazio - a estrada fazia uma curva, não havia ninguém à minha frente nem atrás de mim e eu senti uma desolação tão grande que, por momentos, os meus joelhos ficaram imóveis. "O que estou aqui a fazer?", perguntei-lhe em voz alta, habituada agora a conversar com uma melhor amiga morta. "Devo seguir em frente?"»

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