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segunda-feira, 19 de março de 2012

A senhora dos rios de Philippa Gregory


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 568
Editor: Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722630115

Há realmente quem tenha o dom da escrita! Philippa Gregory possui-o, indiscutivelmente.

Enquanto lia este romance histórico não pude deixar de pensar que talvez seja mais difícil escrever um livro neste género literário pois conseguir prender o leitor com uma imaginação espectacular e, ao mesmo tempo, seguir determinadas linhas e fontes da História não deve ser tarefa fácil.

E é encantador, para nós leitores, quando descobrimos que durante a maior parte da leitura não nos encontrávamos cá, aqui em 2012, mas que fomos catapultados para 1430, para a França e a Inglaterra de então! Foi o que me aconteceu. E vi-me rodeada de personagens incríveis - Joana D'Arc, por ex. - por lendas e bruxarias, por caças à bruxa e guerras de poder, por julgamentos e condenações à morte por traição, por lutas entre nobres, por destinos conduzidos ao sabor de caprichos de um rei e senhores, por mulheres fortes e sábias mas que se tinham de submeter aos seus maridos... A religião e a magia caminhando de mãos dadas!

Este livro é, todo ele, uma riqueza e se gostei dos anteriores - Rainha branca e Rainha vermelha - este superou as minhas expectativas. É completamente fantástica a forma como esta escritora consegue envolver-nos nesta trama histórica e o facto de ela nos ser relatada, na primeira pessoa, pela protagonista principal - Jacquetta - torna a história ainda mais plausível e real. 

Uma personagem determinada, possuidora de um carácter forte a que as adversidades não enfraqueceram, uma mulher corajosa que luta pelo seu amor e pelo seu destino como as mulheres da época não o faziam.


Uma escrita rica, cheia de ritmo, sem momentos entediantes e uma leitura que superou as minhas expectativas!

Terminado a 19 de Março de 2012

Estrelas: 6*

Sinopse

Jacquetta é casada com o Duque de Bedford, regente inglês da França, que lhe dá a conhecer um mundo misterioso de conhecimento e de alquimia. O único amigo de Jacquetta é o escudeiro do duque, Ricardo Woodville, que está a seu lado quando a morte do duque faz dela uma viúva jovem e rica. Os dois tornam-se amantes e casam em segredo, regressando à Inglaterra para servir na corte do jovem monarca Henrique VI, onde Jacquetta vem a ser uma amiga próxima e leal da sua nova rainha. 
Depressa os Woodville conquistam uma posição no núcleo da corte de Lencastre, apesar de Jacquetta pressentir a crescente ameaça vinda do povo da Inglaterra e o perigo de rivais pretendentes ao trono. Mas nem a coragem e a lealdade dos Woodville bastam para manter no trono a Casa de Lencastre. Jacquetta luta pelo seu rei, pela sua rainha e pela sua filha Isabel, para quem prevê um futuro extraordinário e surpreendente: uma mudança de destino, o trono da Inglaterra e a rosa branca de Iorque.

3 comentários:

  1. A não perder portanto, Cris...e ainda não o tenho, mas vai ser a próxima aquisição!
    Gosto imenso da Philippa Gregory, subscrevo o que dizes, escrever assim não é só escrita é também muito estudo e pesquisa!

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  2. Olá cris, em primeiro lugar dizer que sigo o teu blogue atentamente, Parabéns pelo excelente trabalho. Raramente comento porque apesar de gostar muito de ler, não tenho muito tempo, logo ainda não li a maior parte dos livros que nos apresentas!
    Este é diferente, adoro a autora. Senti exactamente mesmo quando o li, superou as minhas espectativas, sentia-me a viver aquelas emoções como se estivesse lá! Quanto a mim o melhor que já li dela. É fantástico, adorei.
    A parte má é que agora vou ter de esperar imenso até sair outro livro da autora. Enquanto isso, comprei o livro "Catarina de Aragão, Uma princesa determinada", porque li o "Duas Irmãs e Um Rei" e também gostei muito.

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  3. Marília, concordo plenamente contigo. A pesquisa que a autora faz parece-me exaustiva - vê-se pela biblio que ela apresenta no final do livro - mas o que acho soberbo é a forma que ela encontra para nos narrar uma história da História!
    Inês, pareceu-me tb o seu melhor livro, ou pelo menos foi o que mais gostei. Aliás, acabei de alterar a pontuação: merece mesmo 6*.

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