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sábado, 24 de junho de 2017

Na minha caixa de correio


  


  

  
   


  


  


  





" Esta semana" foram na realidade duas semanas...

Comprei na FLL:
Ernestina, .Uma Mulher no Topo do Mundo, A Rapariga Dinamarquesa, Havana, Ano Zero, Os Cães e os Lobos, O Baile, Deixa Dormir o Diabo, Nas Trevas Exteriores, Tudo livro do Dia e Hora H.

Cozinha Vegetariana Para Festejar comprei na Feira da Ladra.   

A Porta do Sol comprei numa loja Cach Converters.

Oferta dos editoras parceiras, às quais agradeço desde já:
- Editora Marcador: Estou a ver-te e Regenerar
- Clube do Autor: Utopia, Café Amargo e A Mulher do Camarote 10.
- Topseller: A Terceira Mulher e Leonardo e Miguel Ângelo.
- Quetzal: As Coisas Que Perdemos no Fogo.
- Esfera dos Livros: Curar Sem Medicamentos.
- Coolbooks: Marta.
- Nascente: Até Sempre Gizelle.
- Porto Editora: A Ninfa de Porcelana, conto e livro de colorir. 


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Novidade Marcador


 AS Bruxas 
de Stacy Schiff
O pânico começou no início de 1692, durante um inverno rigoroso como nenhum outro, em Massachusetts, quando a sobrinha de um pastor religioso começou subitamente a contorcer-se e a gritar. A notícia espalhou-se rapidamente, deixando confusos até os homens mais esclarecidos e os políticos proeminentes da então colónia inglesa.
Começaram as acusações perniciosas, entre vizinhos, maridos e mulheres, pais e filhos. Tudo acabaria apenas um ano mais tarde, mas a histeria resultara já no enforcamento de 19 homens e mulheres.
Os julgamentos de Salem são um dos momentos em que as mulheres tiveram um papel central na história norte-americana.

Com uma clareza devastadora, Schiff mostra-nos as tensões da vida colonial sob o puritanismo e obscurantismo religioso e dos inimigos invisíveis e inventados. As Bruxas é a história, verídica e fascinante, de um mistério primordial da história americana, aqui revelado com uma extraordinária atenção ao detalhe e a prosa empolgante de uma historiadora bestseller, vencedora do Prémio Pulitzer e aclamada pelo público.

Novidades Clube do Autor

Café Amargo
de Simonetta Agnello Hornby 
"Café Amargo" acompanha a vida de uma mulher que não se curva perante o poder masculino. O romance nasce na Sicília, mas a autora transporta-nos até muito mais longe. A protagonista é uma mulher de paixões, marcada também por vários sofrimentos que engole com altivez, como se fosse uma chávena de café amargo. A história de Maria e das suas escolhas pouco convencionais retrata uma época decisiva da Europa.

Um romance histórico marcado por memórias pessoais e vividas.


A Mulher do Camarote 10
de Ruth Ware
Tudo começa com um convite inesperado para uma viagem de sonho. Lo Blacklock,
jornalista, recebe um convite irrecusável: acompanhar a primeira viagem do cruzeiro de luxo Aurora Borealis. O serviço é exclusivo e a bordo estão vários empresários e pessoas influentes da sociedade. No entanto, a viagem ganha outros contornos para jornalista. Certa noite, testemunha aquilo que acredita ser um crime no camarote ao lado do seu.

Desesperada, denuncia o ocorrido aos responsável pela embarcação. Ninguém acredita na sua versão pois todos os passageiros continuam no navio. Blacklock decide investigar o crime por conta própria. Colocando a carreira e a própria vida em risco, ela não vai descansar enquanto não encontrar resposta para o mistério do camarote 10.

Novidade Coolbooks: "As impertinências do Cupido"

As impertinências do Cupido
de Ana Gil Campos
No Itaim Bibi, um bairro nobre de São Paulo, tudo parece sereno, entregue às rotinas diárias. Sob esta aparência tranquila, porém, as vidas íntimas dos seus moradores são atravessadas por inúmeras aventuras. Ao longo deste livro, somos convidados a espreitar à janela de cada personagem, partilhando os seus segredos e confidências, sorrindo com as suas conquistas e suspirando com as suas frustrações.
Num registo divertido, Ana Gil Campos traça um retrato plausível e cru do que são as relações amorosas nos dias de hoje, bem mais complexas e problemáticas do que um olhar menos atento consegue captar.

Convite Saída de Emergência


Novidade Presença

A Musa
de Jessie Burton
Londres, anos sessenta do século vinte: uma imigrante proveniente das Caraíbas trabalha numa galeri
a de arte onde surge um quadro perdido durante a Guerra Civil espanhola e envolto em segredos inexplicáveis. Quem terá pintado este quadro admirável que surgiu de parte nenhuma? A verdade acerca desta pintura remonta a
1936 e a uma grande casa rural em Espanha, onde Olive Schloss, filha de um abastado negociante de arte , acalenta ambições que os pais desconhecem. Por este frágil paraíso, na Andaluzia, passam o artista revolucionário Isaac Robles e a sua meia-irmã, Teresa. Ambos se insinuam no seio da família Schloss, com
consequências inimagináveis e desastrosas...

Para mais informações sobre este livro, consulte o site da Editorial Presença aqui.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Resultado do passatempo Âncora Editora: "A Valsa dos Pecados"

E quem foi a vencedora deste "A Valsa dos Pecados"?

Foi com muito prazer que sorteámos esta oferta do autor, Carlos Porfírio, a um seguidor do blogue. Desta feita a sorte calhou a:

- Patrícia Braz do Tramagal.

Muitos parabéns Patrícia! Espero que gostes desta leitura e que depois nos dês a tua opinião, caso te sintas confortável com isso. O livro segue esta semana via CTT.

Para todos os que não ganharam, há mais surpresas. O blogue faz este mês 7 anos! Novos passatempos estão a caminho! Mega passatempos, aliás! Estejam atentos!

Cris

Resultado do Passatempo Pergaminho: "O Homem Mais Inteligente da História"

E quem foi a vencedora deste "O Homem Mais Inteligente da História"?

Foi com muito prazer que sorteámos este livro, oferta da Editora Pergaminho, Grupo Bertrand, a um seguidor do blogue. Desta feita a sorte calhou a:

-Marília Gonçalves de Lisboa

Muitos parabéns Marília! Espero que gostes desta leitura e que depois nos dês a tua opinião, caso te sintas confortável com isso. O livro segue esta semana via CTT.

Para todos os que não ganharam, fiquem atentos. O blogue faz este mês 7 anos! Novos passatempos estão a caminho! Mega passatempos, aliás! Concorram!


Cris

quarta-feira, 21 de junho de 2017

"E Ficou a Terra" de Carla Ramalho

Que surpresa boa tive ao ler este livro! Não li o livro anterior desta autora (Pelas Ruas de uma Cidade sem Nome) nem tão pouco tinha ouvido falar no seu nome. Foi, pois, com satisfação que me embrenhei nestas páginas.

Não é uma leitura que se possa fazer rapidamente, escorreita, pois em cada página há algum acontecimento que fica subentendido, que nos deixa curiosos, que tomamos conhecimento só linhas depois. Agradou-me deveras isso. 

Gostei também muito da escrita da autora. Sóbria, inteligente, agradável de se ler. A história é-nos contada pelos dois personagens principais. Um capítulo ele, um capítulo ela. Viajamos para o Alentejo, e conhecemos personagens com alcunhas típicas, características duma vila do interior, bastante engraçadas por sinal. Bem pensadas. Originais. 

E assim, viajamos para um passado algo distante dos nossos dias, que muitos jovens já só conheceram através dos livros. A Revolução de Abril, vista e vivida pela população de uma pequena vila. A reforma agrária, as reuniões clandestinas, "ao povo o que é do povo".

Recomendo esta leitura. Não é para ser lida num ápice, repito, mas que dá muito gozo ler, dá. Foi isso que senti, é essa mensagem que vos deixo. 

Terminado em 17 de Junho de 2017

Estrelas: 5*

Sinopse
Alentejo. 1975. A luta pela terra alimentava ódios antigos, privilégios seculares, deixando um rasto de conflitos e de feridas abertas.

Verónica é a filha de um latifundiário que se apaixona por um desconhecido que conhece num bar. Mantém uma relação secreta com ele até que um flagrante do seu próprio pai os "obriga" a casar. A partir daí, e através das vozes destes dois protagonistas, vamos descobrindo que intentos os movem, quais os seus verdadeiros objetivos e qual o valor da verdadeira liberdade.

Passado no pós-25 de Abril, o romance dá-nos a conhecer as dinâmicas de uma pequena vila no Alentejo, os poderes perdidos, aqueles que começam a ascender, assim como a luta perante aquilo que surgia como o bem maior: a posse da terra.

Cris

terça-feira, 20 de junho de 2017

"Lágrimas de Sal" de Pietro Bartolo e Lidia Tilotta

      Umas horas no avião e eis que este livro é devorado. Pela temática actual e pelas histórias de vida (tantas!) que passaram pelas "mãos" do protagonista principal, é um livro de leitura obrigatória!
      Pietro Bartolo, médico de profissão, é um exemplo a seguir pela dedicação com que dedica as muitas horas do seu dia a resgatar e a tratar os migrantes que chegam sem parar à ilha italiana de Lampedusa, que pela situação geográfica é ponto de chegada de muitas esperanças e sonhos. Fugidos da Síria, da Líbia, etc. procuram paz e trazem com eles muitos dias de sofrimento (fome, sede, quimaduras) e com eles a morte também.
      Mesclando a sua história pessoal, nada fácil por sinal, com a história de tantas outras pessoas que desesperadamente procuram um sítio onde se refugiar da guerra, este livro é um hino à esperança mas também um alerta a quem, ainda, julga que o problema dos migrantes clandestinos não é um problema de todos.
      Um livro que devem ler. Se tiverem oportunidade vejam o filme/documentário intitulado "Fogo no Mar" de Gianfranco Rosi. Ē o que irei fazer!


Terminado a 7 de Junho de 2017

Estrelas: 5*

Sinopse
Nos últimos 25 anos Pietro Bartolo tem acolhido, ajudado e prestado assistência médica aos migrantes. E ouviu-os. Contos de dor e esperança, histórias dos que não resistiram, dos que morreram no mar; histórias daqueles que perderam as suas famílias, de bebés que não chegaram a nascer. E há a alegria dos que sobreviveram à viagem através do deserto e do outro lado do mar e que agora procuram um futuro diferente.

Cris

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A convidada escolhe: “O Livreiro de Paris”

Este foi um livro que me entusiasmou e prendeu logo no início. No entanto, houve momentos do livro que perderam ritmo e capacidade de manter o interesse, mas que foram superados à medida que o livro foi caminhando para o final. É um livro muito agradável de ler, não sendo por acaso que tem sido um bestseller com inúmeras traduções e edições em todo o mundo. Com frequência me recordou o estilo e os ambientes dos livros da escritora inglesa Joanne Harris.

Jean Perdu, proprietário de um barco-livraria “Farmácia Literária” acostado num cais do Sena na cidade de Paris, tem uma capacidade muito particular de ler as pessoas que visitam a sua livraria e de lhes “receitar” os melhores livros para os seus males e necessidades. É um “leitor de almas”. No entanto, esta sagacidade de J. Perdu relativamente aos outros contrasta com a sua própria reclusão emocional que se adivinha resultar de um antigo desgosto de amor que mudou o rumo da sua vida. Despojado de bens materiais, vive com o mínimo essencial; para além do barco e dos livros, só se permite ser tocado pelo calor dos seus gatos Kafka e Lindgren a “única fresta” que ele deixava abrir na “sua carapaça defensiva”. Estendido no chão da sala vazia do seu apartamento em Paris, um puzzle com muitos milhares de peças que ele monta e desmonta, para voltar a montar outra vez.

A escolha de “O Livreiro de Paris” para traduzir o original “Das Lavendelzimmer” pode levar a pensar que este é um livro que se passa em Paris. Mas a verdade é que Paris vai tão só ser o ponto de partida para uma longa viagem para sul, ao longo do Sena, do Loire e do Ródano, passando por canais, comportas, pequenos portos e aldeias banhadas por estes rios até Sanary-sur-Mer no Mediterrâneo. Jean Perdu com outros viajantes acidentais, também eles “perdidos”, irá em busca de alguém que já não existe, vai em busca de si próprio, tentando recuperar os anos perdidos em que se retirou do mundo e da vida.

Este livro é uma viagem pelos livros, um roteiro “turístico” pelos campos, pelos rios e pelos canais a caminho do sul, um olhar pela natureza, uma festa pelos cheiros, sabores e por toda paleta de cores que a natureza oferece no Verão e no Outono. A Provença, os campos de alfazema, a vinha, os pomares, as hortas, os pessegueiros, os damasqueiros, os ciprestes, o mar e o céu azuis e tudo o que a natureza nos oferece são magnificamente descritos ao longo do livro e desta viagem fluvial de descoberta pessoal.

São muitos os autores e referências literárias trazidos neste romance, mas não queria deixar de aqui referir que Jean Perdu aconselhava “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago “contra excesso de trabalho e para descobrir o que é verdadeiramente importante. Contra a cegueira para o sentido da própria vida”. “Esse livro não é para quem está a começar a vida, mas sim para quem se encontra a meio da travessia. Para os que se perguntam que raio é que fizeram com a primeira metade. Para quem deixa de olhar para as pontas dos pés, que tão denodadamente se foram colocando um à frente do outro, sem realmente ver para onde é que seguia de uma maneira tão disciplinada e diligente. Cegos, apesar de conseguirem ver” (p. 39).

Interessante também a referência a Cuisery, a cidade dos livros, na Borgonha, que naturalmente teria de ser um lugar de passagem obrigatório para este livreiro de Paris ou para qualquer amante de livros. E por fim, o ponto final desta viagem - Sanary-sur-Mer - uma aldeia piscatória a poucos quilómetros de Marselha, que serviu de refúgio a muitos escritores alemães e austríacos fugidos do regime nazi a saber, Brecht, Thomas Mann, Stefan Zweig ou Wilhelm Herzog, entre muitos outros.

Ao sentimento de perda e de luto pela morte contrapõe-se a esperança no renascer da vida, que esta viagem/este livro nos propõe. Tal como Perdu diz, referindo-se a Manon “a morte dos que amamos não passa de um limiar entre um fim e um recomeço.”, também Nina George, a autora, na dedicatória do livro ao pai escreve: “Pai, contigo desapareceu a única pessoa que leu tudo o que eu escrevi, desde que aprendi a escrever. Sentirei a tua falta, sempre. Vejo-te em cada pôr-do-sol e em cada onda dos mares. Partiste a meio de uma palavra”.

Junho 2017

Almerinda Bento


Convite Porto Editora


domingo, 18 de junho de 2017

Ao Domingo com... Filipa Fonseca Silva

Comecei a inventar histórias antes de saber juntar as letras. Tinha um amigo
imaginário, que o meu avô baptizou de Perana, e ficava horas sozinha no quarto a brincar, a inventar, a criar. Esquecia-me do mundo e a minha mãe confessa que, muitas vezes, se esquecia de que eu estava em casa.

Quando finalmente aprendi a escrever, foi como descobrir um novo órgão vital: o órgão que me permitia dar corpo a todas as histórias e personagens que povoavam a cabeça.

Por vezes, essas histórias e personagens surgem de um episódio que aconteceu com alguém que conheço, da cena de um filme, de uma notícia de jornal. Outras vezes, são inspiradas num desconhecido com quem me cruzei na rua ou que estava sentado na mesa do lado no restaurante.

No caso do meu último romance, «Amanhece na Cidade», a personagem principal é inspirada num taxista que um dia me levou a casa e que, durante os quinze minutos que demorou a viagem, me contou, quase em lágrimas, a história da ex-mulher que o deixou.

Este livro, narrado não pelo taxista mas sim pelo próprio táxi, tem uma enorme riqueza de personagens, algumas delas também baseadas em alguém que se cruzou no meu caminho, e que passam por uma stripper que só quer juntar dinheiro, um miúdo que de repente se vê a viver como um sem-abrigo, uma vizinha metediça e um recém-licenciado que larga tudo para ir ajudar refugiados. E é precisamente esta diversidade que lhe confere um toque trágico e dramático, mas também cómico e romântico.

Gostava que este livro pudesse um dia ser lido como um breve retrato do quotidiano de uma época, que captasse um fragmento do zeitgeist desta segunda década do século XXI. E que o captasse precisamente através das pequenas histórias das pessoas comuns. Os anónimos, os que não ficam para a história, os que ninguém acha especiais, porque para todos os outros haverá os arquivos dos historiadores, dos biógrafos e dos Média. São essas as histórias que me inspiram e que quero continuar a contar.

Pode ficar a par de todas as histórias no meu blog cronicasdumafashionvictim.blogspot.pt

Filipa Fonseca Silva

quinta-feira, 8 de junho de 2017


O blogue vai de malas feitas durante uma semana para... 
Notícias boas para quando regressarmos!
Voltamos dia 19

Cris

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Experiências na Cozinha: Bolachinhas de Banana e Aveia

Mais uma receitinha super fácil! Só com dois ingredientes e dirigida especialmente aos mais
pequeninos. Aqui em casa esses três seres fantásticos (os pequeninhos) já cresceram e estão maiores que eu mas adoraram e comeram-nas todas!

Receita? Experimentem esmagar bananas maduras e misturar com farinha de aveia. Colocar colheradas em cima de papel vegetal e pôr no forno previamente aquecido a 180* durante 10 m. Para cada banana umas quatro colheres de sopa de farinha. Podem misturar passas à massa, também. Eu misturei pepitas de chocolate cru.

Uma delícia! Ficam as fotos:

 

Cris

terça-feira, 6 de junho de 2017

"Meet & Greet" com Mariana Enriquez

O convite chegou e eu aceitei logo, claro, aproveitando para estar um pouco à conversa com a autora de "As Coisas que Perdemos no Fogo". Uma conversa muito agradável onde se falou um pouco da relação entre as histórias dos contos e o lado negro de Buenos Aires, o que esta cidade tem de obscuro e que está muito relacionado com a ainda recente ditadura vivida. As pessoas que desapareceram nessa época sem deixar rasto e que ainda hoje constituem um imenso mar de desaparecidos, as crianças que foram raptadas e dadas para adoção ilegal e que continuam muitas delas sem saber sequer onde está a sua familia de origem, a actual onda de violência doméstica, a disparidade cada vez maior entre ricos e pobres, o aborto ilegal que dá origem a muitas mortes... Um pouco da lado negro de Buenos Aires.

Fiquei curiosa com estes contos (eu, a menina que não lê contos por achar que terminam rápido demais!), sobretudo pela forma como Mariana os descreveu. Saber que não foram escritos de propósito para este livro e que a autora "apenas" os juntou porque retratavam a realidade e tinham um denominador comun, a Mulher, foi também uma surpresa!

Ficam as fotos:







Cris

"Debaixo da Pele" de David Machado

      Li de David Machado o Índice Médio de Felicidade e fiquei conquistada pela sua escrita e pela história que narra. Depois li Deixem Falar as Pedras. Também gostei muito! Quando soube que tinha mais um romance passei à frente da pilha que cá tenho em casa. Devo dizer-vos que gostei muito da capa e da sinopse. Fiquei curiosa. 
      Se gostei? Sim, claro e as estrelas que atribuí refletem isso. No entanto, confesso que tive de fazer um esforço para me concentrar pois o emaranhado entre personagens, narrador, história escritas dentro da história é tal que me faz sentir, ainda hoje passados alguns dias, que numa nova leitura poderia aproveitar melhor esta narrativa. 
      Com muita imaginação, a acção começa com uma história dentro da história, facto que surpreende o leitor quando se dá conta disso. Confesso que a achei um pouco sem sentido mas depois a explicação surgiu... E é a partir daqui que necessitam de estar atentas, com os sentidos despertos e com atenção redobrada! O tema (ou os temas?) é actual: os abusos, os maus tratos infligidos e a sua influência directa na personalidade futura da vítima. O abusador, também ele uma vítima? A vítima, um futuro abusador? Conseguirão aceitar o amor dos outros quando não se amam a si mesmos?
      Uma história intrincada que preciso de ler de novo. Houve pormenores que certamente me escaparam e por essa razão vou colocá-lo de novo na pilha. Fiquei curiosa e pretendo reler algumas partes.
      Mesmo assim, é um romance surpreendente, com histórias estranhas, pelo seu dramatismo, dentro da própria história, com um narrador que questiona, participativo, interventivo. Revelador de uma grande imaginação, de uma mente em ebolição, pareceu-me. Se quiserem um desafio, avancem. Este é o livro!



Terminado em 31 de Maio de 2017

Estrelas: 5*

Sinopse
Júlia nunca contou toda a verdade sobre o que lhe aconteceu. Nem aos pais, que a sentem cada vez mais distante; nem às amigas, que não vê há meses. Acreditou que dessa forma seria possível esquecer tudo; mas a memória que o seu corpo guarda não pode ser apagada, e por isso, apesar dos seus dezanove anos, Júlia só deseja ficar quieta, encolhida numa vida vazia, longe de tudo e de todos.
No prédio onde mora, vive Catarina, uma menina de quatro ou cinco anos, filha de uns vizinhos cujas discussões violentas Júlia escuta através das paredes. Salvar essa criança torna-se então essencial à sua própria salvação. Mas será possível fugir do passado quando ele permanece debaixo da pele?
Eis o ponto de partida deste romance fascinante e profundamente actual, que acompanhará os momentos cruciais das vidas de Júlia e Catarina ao longo de mais de trinta anos, nos quais as suas histórias ora se entretecem, ora se afastam.

Cris